Cargill e Governo sob Ataque: Crise em Santarém e Resistência Indígena no Pará

Sandra Silva denuncia abandono e crise jurídica em projeto na Amazônia! Advogada critica decreto e resistência indígena na Hidrovia do Tapajós. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

A advogada Sandra Silva, especialista em direito empresarial, expressou sua profunda frustração com a situação da empresa, alegando abandono por parte do governo federal e de outras instâncias de poder. Em entrevista, durante uma reunião da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura, em Brasília, ela destacou que, com exceção dos membros dessa frente, a empresa se sentiu isolada e sem apoio.

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O sentimento predominante, segundo Sandra Silva, é de desamparo diante das complexidades envolvendo os ativos da empresa em Santarém, Pará.

Críticas ao Decreto e Acusações

A advogada criticou o decreto presidencial que permitia estudos para a possível privatização de canais navegáveis, em especial o rio Tapajós. Ela argumentou que a medida representa um sinal de que o governo não enxerga a necessidade de expansão logística no Brasil.

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Sandra Silva também apontou a Cargill como um dos fatores que contribuem para o retrocesso em políticas na área, embora não tenha solicitado a revogação do decreto.

Ativos Desativados e Falta de Desocupação

Segundo Sandra Silva, os ativos da empresa em Santarém permanecem desativados, com a energia não operando. Apesar do decreto revogado, a desocupação completa dos ativos da Cargill ainda não foi realizada. A situação, segundo ela, é de um impasse que gera insegurança jurídica e dificulta o desenvolvimento do projeto.

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Conflito Político e Resistência Indígena

A inclusão da Hidrovia do Rio Tapajós no Programa Nacional de Desenvolvimento (PND) gerou um intenso conflito político, ambiental e judicial no oeste do Pará. A medida, que permitia a realização de estudos para a possível concessão de serviços de navegabilidade, foi resistida por indígenas de 14 povos da região, que temem o uso intensivo do rio para o escoamento de commodities, o que prejudicaria seu modo de vida.

Em novembro de 2025, um grupo de cerca de 100 indígenas realizou uma conferência contra o decreto 12.600, bloqueando a entrada do local.

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