Cargil em Crise: Ameaça Indígena e Ocupação Dramática no Terminal de Santarém
Cargill em crise no Pará! Terminal de Santarém ocupado por indígenas em protesto. Decreto ameaça rios amazônicos e intensifica a disputa. Saiba mais!
Cargill Enfrenta Crise no Terminal de Santarém com Ocupação Indígena
Em fevereiro de 2026, a Cargill, empresa responsável pela administração do Terminal de Santarém, na Pará, enfrentou uma grave crise devido à ocupação do local por povos indígenas. O protesto, iniciado em resposta ao decreto presidencial que abriu caminho para a possível privatização de rios da região amazônica, como o Tapajós, gerou uma situação de insegurança e incerteza para a empresa.
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A falta de controle sobre a unidade, que inclui a destruição de câmeras de monitoramento, dificultou ainda mais a avaliação dos danos e a garantia da segurança do local.
Detalhes da Ocupação e Medidas da Cargill
Segundo o diretor de Portos e Transportes Fluviais da América Latina da Cargill, a empresa ainda não tinha certeza sobre a presença de pessoas dentro do terminal, mas confirmou a presença de manifestantes no acesso. A situação se agravou com a invasão de um grupo de cerca de 43 pessoas, que quebraram equipamentos, danificaram patrimônio e ocuparam áreas administrativas.
Diante da crescente insegurança, a Cargill interrompeu o fornecimento de energia e desconectou o terminal da rede interna, adotando medidas preventivas para evitar ataques cibernéticos e garantir a integridade dos sistemas operacionais.
Impasses e Negociações
As negociações com representantes do Ministério Público Federal e com os indígenas, que incluem 14 povos com diferentes formas de tomada de decisão, foram marcadas por dificuldades. A complexidade das demandas e a falta de mediação efetiva contribuíram para o impasse.
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Apesar dos esforços, a situação permaneceu tensa por mais de 30 dias, com relatos de violência, lançamento de flechas e bloqueios nas vias de acesso. A empresa acionou órgãos de segurança, como a Polícia Federal e a Polícia Militar, mas a resposta foi considerada insuficiente no momento da invasão.
Contexto Político e Social
A crise no Terminal de Santarém se inseriu em um contexto político e social mais amplo, marcado pela inclusão da Hidrovia do Rio Tapajós no Programa Nacional de Detalhamento (PND) em agosto de 2025. A medida, assinada pelo então presidente Lula, gerou controvérsia entre o governo federal, os indígenas e a Cargill.
Enquanto o governo argumenta que o decreto não autoriza obras nem privatiza os rios, e que qualquer decisão futura dependerá de licenciamento ambiental e consulta às comunidades afetadas, os indígenas temem que a inclusão da hidrovia no PND possa intensificar o uso do rio para o escoamento de commodities, prejudicando seu modo de vida.
A preocupação foi reforçada por manifestações e bloqueios realizados por grupos indígenas em novembro de 2025.
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