Candidaturas à Presidência e Articulações no Campo Conservador
Pesquisas recentes indicam que o eleitor ainda não demonstra forte interesse nas eleições de 2026. No entanto, os bastidores e as articulações em torno de candidaturas de direita à Presidência da República seguem em ritmo acelerado. A semana passada foi marcada pela intensificação da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) e pela filiação de um nome do PSD, liderado por Gilberto Kassab.
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Uma das surpresas foi a escolha do PSD para apoiar a candidatura de Ronaldo Caiado (União Brasil). Essa movimentação evidencia uma divisão no campo oposicionista, conforme apurado pela EXAME. O objetivo, segundo fontes internas, é apresentar mais de um nome forte no primeiro turno, buscando uma alternativa ao bolsonarismo puro e ao campo lulista.
Estratégias e Articulação
Gilberto Kassab, que também é secretário do governador de São Paulo, tem defendido o apoio do PSD a Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas ressalta que o partido terá uma candidatura própria caso o governador não concorra. A chegada de Ronaldo Caiado ao PSD e os desdobramentos no PL indicam uma fragmentação crescente dentro da direita, conforme analisa o especialista Creomar de Souza, CEO da consultoria Dharma.
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Alianças e Desdobramentos
A federação entre União Brasil e PP não deve endossar a candidatura de Flávio Bolsonaro, assim como o PSD de Gilberto Kassab e o Republicanos. O PL busca atrair o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para uma possível chapa com Flávio Bolsonaro, enquanto Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, elogia o mineiro e o vê como um ótimo vice.
Além disso, Aldo Rebelo é ventilado como possível aliança com o PL.
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Cenário em Formação
O cenário eleitoral de 2026 parece caminhar para uma disputa marcada pela consolidação de projetos políticos concorrentes dentro do espectro ideológico conservador. A fragmentação do campo de direita sugere que a disputa ao primeiro turno será menos focada na escolha de um único nome e mais na articulação de diferentes blocos com propostas e visões de futuro.
Perspectivas e Desafios
Apesar da fragmentação, o PT continua sendo o único nome de esquerda e do campo progressista na disputa deste ano, com percentuais entre 48% e 49% nas pesquisas eleitorais. A disputa à direita em 2026 será marcada pela consolidação de projetos políticos concorrentes dentro do espectro ideológico conservador.
