Alerta grave no tratamento do câncer! Estudo aponta queda de 13% na taxa de sobrevivência após a pandemia. Descubra os detalhes chocantes
Um estudo realizado pelo Centro de Câncer Markey, da Universidade de Kentucky, aponta para uma relação preocupante entre as falhas nos serviços de saúde durante a pandemia de Covid-19 e piores resultados clínicos para pacientes com câncer. A pesquisa, publicada na revista JAMA Oncology nesta quinta-feira (5), analisou dados de mais de um milhão de pessoas em 2020 e 2021, utilizando informações do banco Surveillance, Epidemiology and End Results (SEER) do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.
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Os pesquisadores identificaram uma queda na taxa de sobrevivência tanto em pacientes com câncer em estágio inicial quanto em casos da doença em fase avançada. Observações específicas revelaram que indivíduos com 65 anos ou mais apresentaram algumas das reduções mais significativas na sobrevida.
Além disso, certos tipos de câncer, como o colorretal, de pâncreas e de próstata, mostraram uma diminuição considerável na sobrevida.
A análise comparou pacientes diagnosticados durante os dois primeiros anos da pandemia com aqueles diagnosticados entre 2015 e 2019. Os resultados indicaram que indivíduos diagnosticados nesse período tiveram menos chances de sobreviver ao primeiro ano após o diagnóstico, quando comparados aos pacientes diagnosticados em anos anteriores.
A pesquisa estima um aumento aproximado de 13% nas mortes relacionadas ao câncer nesse período, um valor superior ao esperado.
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O autor sênior do estudo, Todd Burus, professor assistente da Faculdade de Medicina da Universidade de Kentucky e membro do Escritório de Impacto Comunitário do Centro de Câncer Markey, comentou: “É lamentável que, em um momento em que tanta atenção estava voltada para a preservação de vidas contra um novo vírus respiratório, tenhamos falhado em manter os níveis de atendimento existentes para indivíduos que enfrentam um diagnóstico de câncer”.
As conclusões reforçam achados de estudos anteriores da mesma instituição, publicados em fevereiro e setembro de 2024, que estimaram quase 150 mil casos de câncer possivelmente não diagnosticados nos primeiros anos da pandemia.
Em conjunto, as pesquisas evidenciam os efeitos duradouros da crise sanitária sobre o tratamento do câncer e alertam para a importância de maior preparo do sistema de saúde em situações de emergência. A pesquisa destaca a necessidade de fortalecer os serviços de saúde e ampliar programas de detecção precoce para garantir que pacientes com câncer recebam o atendimento necessário, independentemente de crises sanitárias.
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