Câncer de Cabeça e Pescoço: Alerta Grave no Brasil! 🚀 Um estudo aponta aumento alarmante de mortes em mulheres e grupos vulneráveis. Saiba mais!
Um estudo recente, publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas, revelou mudanças significativas no perfil do câncer de cabeça e pescoço no Brasil ao longo de quatro décadas. A pesquisa, que analisou dados de 1980 a 2023, utilizando o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, expõe uma realidade preocupante: a doença continua mais comum entre homens, mas o número de mortes entre mulheres, pessoas pardas e moradores das regiões Norte e Nordeste tem crescido de forma alarmante.
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Essas disparidades socioeconômicas e geográficas evidenciam a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes e focadas na prevenção e no acesso à saúde.
Apesar dos avanços no controle do câncer de cabeça e pescoço entre homens brancos nas regiões Sul e Sudeste, o cenário se inverte para outros grupos. O aumento de mortes entre mulheres, pessoas pardas e populações do Norte e Nordeste pode ser atribuído a mudanças nos comportamentos de risco ao longo dos anos.
Embora o consumo de tabaco tenha diminuído, essa redução não beneficiou igualmente todos os grupos, deixando mulheres e grupos sociais menos favorecidos expostos a fatores de risco persistentes.
Em algumas regiões, como o Sudeste, houve uma redução de aproximadamente 40% no risco relativo de morte por câncer de cavidade oral entre homens. No entanto, no Nordeste, a mortalidade por câncer de laringe, orofaringe e cavidade oral tem aumentado, impulsionada pelo crescimento do câncer de orofaringe, associado ao vírus do papiloma humano (HPV).
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A tendência de aumento da mortalidade por orofaringe é compatível com o impacto epidemiológico do vírus, conforme observado em outras pesquisas. A detecção precoce, frequentemente realizada por dentistas, é crucial para aumentar as chances de cura e reduzir a necessidade de tratamentos invasivos.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) enfatiza a importância de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, atividade física regular, higiene bucal, evitar o consumo excessivo de álcool e usar protetor solar. A vacinação contra o HPV em adolescentes e o fortalecimento da atenção primária à saúde, com foco no acesso ao exame clínico rotineiro e campanhas de conscientização, são igualmente importantes.
A pesquisa do The Lancet Regional Health – Americas ressalta que regiões com maior cobertura odontológica apresentam menores taxas de mortalidade, reforçando o papel fundamental dos dentistas na detecção precoce da doença.
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