Uma primeira rodada de negociações entre o governo federal e representantes do setor de transporte rodoviário, realizada na quarta-feira (25 de março de 2026), no Palácio do Planalto, não resultou em anúncios de paralisação. O foco principal foi a consolidação da Medida Provisória (MP) que estabelece o piso mínimo do frete.
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, (Psol), destacou que as reivindicações da categoria foram consideradas no texto da MP e que a prioridade atual é evitar alterações no Congresso.
Diálogo e Evitando o Caos
A reunião contou com a presença de lideranças de caminhoneiros e representantes técnicos do governo. Apesar de não haver um acordo imediato, o ministro enfatizou a importância de evitar que grupos tentassem usar a situação para fins políticos.
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Ele criticou a postura de organizações que poderiam ter fomentado o caos, ressaltando a responsabilidade dos caminhoneiros em defender os interesses dos trabalhadores.
Compromisso do Governo e Fiscalização
O ministro reafirmou o compromisso do Executivo em defender o texto da MP no Congresso, sem retrocessos. Além disso, o governo anunciou o aumento da fiscalização por meio da ANP, Polícia Federal, Senacon e Procons em todo o país. Ele alertou que os caminhoneiros não podem sofrer as consequências da irresponsabilidade de algumas distribuidoras, mencionando pressões no mercado de diesel.
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Regulação e Fiscalização Eletrônica
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) detalhou a regulação do setor, com foco em fiscalização eletrônica e cruzamento de dados para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete. A agência informou que empresas que descumprirem a tabela poderão sofrer suspensão cautelar e até perder o registro em caso de reincidência.
Posicionamento dos Caminhoneiros
Representantes dos caminhoneiros afirmaram que não há paralisação neste momento, mas indicaram que a mobilização continuará sendo política no Congresso Nacional. Segundo Luciano Santos, presidente de um sindicato em Santos, a greve só ocorre quando há perdas, e a disputa agora será no Congresso.
