Câmara dos Representantes Rejeita Tentativa de Manter Tarifas sobre Produtos Canadenses
Na terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou uma proposta liderada por republicanos que visava impedir que o governo federal contestasse as tarifas impostas pelo presidente sobre produtos importados do Canadá.
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A votação ocorreu em Washington, D.C., e sinaliza uma abertura para que o Partido Democrata avance com iniciativas para anular as medidas comerciais. O resultado foi de 217 votos contra 214.
Detalhes da Votação e Contexto
A proposta original, que previa a suspensão de desafios às tarifas até 31 de julho, fazia parte de um pacote processual que incluía outros três projetos de lei não relacionados. A votação expôs a fragilidade da liderança do presidente da Câmara, Mike Johnson, considerando a estreita maioria republicana, que não pode perder mais de um voto em questões controversas com a oposição.
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Reações e Argumentos Contra as Tarifas
O deputado Don Bacon, um dos republicanos que votou contra a medida, destacou a necessidade de um debate mais amplo sobre as tarifas. Em sua publicação no X, Bacon argumentou que as tarifas representam um custo econômico significativo, atuando como um imposto pago por consumidores, fabricantes e agricultores americanos.
A regra, que já estava em vigor desde março de 2025, havia sido estendida até janeiro de 2026, mas perdeu validade devido à resistência interna no Partido Republicano.
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Estimativas de Impacto Econômico
Dados do Yale Budget Lab indicam que o custo anual mediano das tarifas é de aproximadamente US$ 1.400 por residência americana. A Tax Foundation, por sua vez, estimou que o valor seria de US$ 1.000 por família em 2025, com projeção de aumento para US$ 1.300 em 2026.
Essas estimativas refletem o impacto direto das tarifas sobre o bolso do consumidor e a economia em geral.
