Câmara dos Deputados aprova extinção da escala com alertas da CNI

Câmara dos Deputados extingue escala com alertas da CNI, gerando projeções de impacto negativo na economia brasileira em 2026.

08/07/2026 06:31

2 min

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta – feira (27) uma proposta de emenda à Constituição que visa extinguir a escala. A decisão gerou reações negativas de diversas instituições, que alertam para possíveis impactos na economia brasileira.

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Repercussão e Preocupações

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou a proposta “inadequada e inoportuna”, defendendo uma análise cuidadosa dos efeitos sobre trabalhadores, empresas e a economia. Segundo a CNI, uma redução da jornada de trabalho sem ganho de produtividade pode elevar custos e pressionar preços.

A instituição apresentou dados de um estudo próprio, projetando impactos de 6% a 9% em diferentes setores da economia, incluindo alimentos, serviços e vestuário. A CNI ressaltou que a CNC e a FecomercioSP também expressaram preocupações com a proposta.

Visão das Entidades Comerciais

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) argumentou que a adoção de um limite de 40 horas pode gerar impactos negativos no emprego, especialmente em pequenos negócios. A CNC enfatizou que a jornada atual de 44 horas é resultado de um equilíbrio entre proteção ao trabalhador e competitividade.

A instituição alertou que a imposição de novas regras pode gerar insegurança jurídica e conflitos trabalhistas.

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Fiemg e os Impactos Econômicos

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) criticou a tramitação da proposta, apontando para a falta de aprofundamento técnico e diálogo com o setor produtivo. A Fiemg projetou que a PEC pode gerar um impacto de até 16% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e a perda de 18 milhões de empregos.

A instituição também questionou o prazo de transição de 14 meses, considerando – o insuficiente para a adaptação das empresas.

Reações do Setor de Serviços e Turismo

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) criticou a proposta por impor exigências “absolutamente inviáveis” para empresas privadas, destacando a disparidade entre contratos públicos e privados.

A Abad e a Unecs também defenderam a necessidade de avaliação técnica aprofundada e diálogo com os setores produtivos, ressaltando a importância da preservação do emprego formal e da negociação coletiva.

Considerações Finais

As diversas instituições que se manifestaram contra a PEC da escalaapontam para a complexidade do tema e a necessidade de uma análise cuidadosa dos seus impactos na economia brasileira. A discussão deve continuar no Senado, com o objetivo de encontrar um equilíbrio entre a proteção ao trabalhador e a competitividade da economia.

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