Medicamentos para Diabetes e Emagrecimento em Debate na Câmara
A Câmara dos Deputados agendou para esta segunda-feira (9) a análise de um requerimento de urgência que visa declarar de interesse público os medicamentos Mounjaro e Zepbound. Ambos são amplamente utilizados para o controle do diabetes, mas também têm ganhado popularidade como auxílio no emagrecimento.
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A proposta, caso seja aprovada, poderia levar à quebra das patentes desses medicamentos.
O deputado Mário Henringer (PDT-MG) justificou a iniciativa, argumentando que o alto custo desses remédios impede o acesso a uma medicina de massa, especialmente em países com populações acima de 200 milhões de habitantes. “O preço comercial desses medicamentos é simplesmente impeditivo aos objetivos de uma medicina de massa, que precisa, hoje, tratar mais da metade da população adulta de um país que ultrapassa os duzentos milhões de habitantes”, explicou.
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Segundo o parlamentar, o Sistema Único de Saúde (SUS) também enfrenta dificuldades para incorporar esses medicamentos devido ao seu elevado custo. Além disso, o cidadão comum não tem condições financeiras de arcar com valores que “ultrapassam o próprio salário-mínimo nacional”.
A situação é complexa, considerando o crescente número de pessoas com diabetes e obesidade no Brasil.
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O Mounjaro, produzido pela Eli Lilly, já foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o tratamento do diabetes tipo 2 em 2023. Recentemente, em junho de 2025, a agência ampliou o uso do medicamento para o tratamento de obesidade e sobrepeso, em casos que envolvem outras comorbidades.
O Zepbound, que compartilha o mesmo princípio ativo, ainda não possui aprovação comercial da Anvisa e, portanto, não está disponível para venda em farmácias brasileiras.
A sessão da Câmara está prevista para começar às 17 horas. Se o requerimento de urgência for aprovado, o projeto de lei poderá ser analisado por um relator em plenário e, posteriormente, votado a qualquer momento. Para se tornar lei, a proposta precisará ser aprovada pelo Senado e sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
