A Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu adiar a análise de duas pautas importantes em reunião extraordinária, realizada nesta sexta-feira (27). A primeira, envolvia a criação de um sistema para controlar as cotas de exportação de carne bovina destinada à China.
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A segunda, tratava do aumento do imposto de importação do cacau, que poderia subir de 9% para 20%. A expectativa é que o tema da carne volte à pauta em 11 de março, mas ainda não há data confirmada.
Incertezas no Mercado de Carne
A análise da Safras & Mercado aponta para um cenário de cautela no mercado de carne. A incerteza sobre a intervenção governamental na exportação de carne bovina preocupa o setor. Existe o receio de que a cota chinesa se esgote rapidamente, o que poderia gerar instabilidade nos preços da cadeia pecuária brasileira.
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O analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, ressaltou que o setor exportador teme essa situação. A medida da China, que colocou salvaguardas sobre a carne importada após uma investigação comercial, tem gerado preocupação.
Posicionamento da China e do Ministério da Agricultura
O assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Augustin, afirmou que a tendência é preservar a participação histórica das empresas já exportadoras. Ele mencionou que a China informou que não habilitará novos frigoríficos nos próximos três anos, o que, segundo ele, justificaria a manutenção dos percentuais de exportação dos anos anteriores.
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Augustin ressaltou que a decisão final sobre a questão caberia ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
Medidas para o Cacau
Diante da queda nos preços do cacau no mercado interno, o governo federal está avaliando novas medidas para atender à cadeia produtiva brasileira. Uma delas é o aumento do imposto de importação do cacau, elevando a alíquota de 9% para 20%.
Outra proposta em análise é reduzir o prazo concedido às indústrias para exportar produtos fabricados com cacau importado sem o pagamento do imposto. Atualmente, as empresas têm até dois anos para realizar essas exportações e manter o benefício fiscal.
A ideia é encurtar esse período para seis meses.
