Cães de Chernobyl revelam segredos genéticos! Pesquisadores encontram diferenças em cães da Zona de Exclusão, sem ligação com radiação. Estudo inovador!
Pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte (NC State) identificaram novas características genéticas em cães que vivem na Zona de Exclusão de Chernobyl. Uma pesquisa publicada na revista científica PLOS One demonstra que as diferenças genéticas observadas nesses animais não são resultado direto da radiação emitida pela usina.
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Os cães que habitam a área ao redor da usina e da cidade abandonada de Pripyat descendem de animais que foram deixados para trás durante a evacuação da região. Ao longo de mais de 30 gerações, esses cães se desenvolveram em um ambiente isolado, oferecendo uma oportunidade única para estudar os efeitos a longo prazo de um desastre ambiental incomum.
Inicialmente, a equipe de pesquisa identificou 391 regiões genéticas distintas ao comparar os cães de Chernobyl com populações caninas que vivem a cerca de 16 quilômetros de distância, na área urbana de Chernobyl. Algumas dessas regiões estavam associadas a vias de reparo de DNA, o que inicialmente sugeriu uma possível ligação com a radiação.
Em uma análise subsequente, os cientistas examinaram o material genético em escalas cromossômicas e nucleotídicas, buscando evidências de instabilidade ou acúmulo de mutações. Os resultados do estudo concluíram que as diferenças genéticas não correspondem a padrões de mutação radioinduzida e que não houve aumento detectável na taxa de mutações ao longo das gerações.
Os pesquisadores acreditam que a variação genética pode ter surgido devido à seleção natural e ao isolamento geográfico, e não por mutações induzidas pela radiação. Acredita-se que características pré-existentes em alguns cães favoreceram sua sobrevivência nas primeiras décadas após o acidente, enquanto populações vizinhas seguiram caminhos evolutivos distintos.
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O isolamento do grupo da Zona de Exclusão também contribuiu para a manutenção de um perfil genético próprio ao longo do tempo. A ausência de mutações radioinduzidas não diminui a importância do monitoramento ambiental na região. Especialistas ressaltam que a descontaminação realizada ao longo de décadas liberou outras substâncias tóxicas, como metais pesados, chumbo em pó, pesticidas e compostos industriais, impactando a saúde dos animais.
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