Pesquisadores da Universidade Eötvös Loránd, na Hungria, conduziram um estudo publicado na revista científica Science, investigando a capacidade de aprendizado em cães. O estudo focou em animais identificados como “aprendizes talentosos de palavras”, que demonstram a habilidade de reconhecer brinquedos pelo nome.
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Aprendizagem Através da Observação
A pesquisa comparou duas situações experimentais. Em uma, os cães interagiam diretamente com os tutores. Na outra, os animais apenas observavam as conversas entre as pessoas sobre um brinquedo novo. Em ambos os casos, os cães conseguiram identificar corretamente os objetos após um período de exposição.
Desempenho e Testes Complexos
Sete dos dez cães testados buscaram o brinquedo novo apenas ao ouvir o nome. O desempenho nesses testes foi semelhante ao observado em situações onde a comunicação era direta. Em um teste mais complexo, cinco dos oito cães avaliados associaram corretamente o nome ao objeto mesmo sem vê-lo.
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Habilidade Rara e Implicações
A pesquisa também testou cães considerados típicos, e a aprendizagem não foi observada nesse grupo. Isso indica que a habilidade de aprender palavras por escuta é rara e não pode ser generalizada para a maioria dos cães. A literatura científica define esses animais como “aprendizes talentosos de palavras”, demonstrando um vocabulário extenso e a capacidade de adquirir novos rótulos sem treinamento formal.
Mecanismos e Implicações Sociocognitivas
A análise sugere que a origem dessa capacidade ainda não é clara, podendo envolver fatores individuais, ambientais ou genéticos. Os resultados indicam que a aprendizagem passiva envolve mecanismos sociocognitivos semelhantes aos utilizados por crianças pequenas, incluindo atenção conjunta, observação contextual, segmentação de palavras e interpretação de intenções humanas. Os cães podem utilizar diferentes estratégias para associar palavras a objetos, incluindo pistas verbais e não verbais.
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Conclusão
A pesquisa demonstra que cães podem aprender palavras ouvindo conversas humanas, o que sugere que certas habilidades ligadas à linguagem podem ter surgido antes da própria linguagem humana. Essa descoberta oferece novas perspectivas sobre as capacidades cognitivas dos animais.
