Cacau em Alta: Preocupações com Oferta Disparam nos Futuros!

Alta nos Contratos Futuros de Cacau Impulsionada por Preocupações com Oferta
Os contratos futuros de cacau encerraram a sessão desta segunda-feira (11) com uma forte alta de 12,60% na Bolsa de Nova York. O vencimento para entrega em julho foi cotado a US$ 4.709 por tonelada, um reflexo direto do aumento das preocupações com a oferta global de cacau.
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Segundo Lucca Bezzon, analista em gerenciamento de riscos da StoneX, essa alta se alinha a uma tendência já observada na semana anterior, intensificada pelas incertezas sobre a produção no Oeste Africano, a principal região produtora mundial. Bezzon ressaltou que o mercado está precificando um cenário de maior risco climático, possivelmente influenciado por um fenômeno climático que pode afetar negativamente diversas regiões produtoras.
O analista detalhou que países como Costa do Marfim, Gana, Indonésia, Brasil e Equador, embora em menor grau, também estão sujeitos a esse risco climático. Relatórios recentes de acompanhamento das safras desses produtores reforçaram a cautela do mercado, especialmente devido a projeções iniciais para a safra 2026/27 que indicam um desempenho abaixo do esperado, considerando que as safras anteriores já haviam sido consideradas fracas em comparação com a média histórica.
Essa perspectiva de menor oferta futura contribuiu para aumentar a percepção de aperto na oferta global.
Apesar da safra atual, que vai de outubro de 2025 a setembro de 2026, estar em fase avançada e apresentando recuperação em relação a ciclos anteriores, o mercado agora está focando no próximo ciclo produtivo, que começa em outubro. O fator determinante para essa alta continua sendo a situação do Oeste Africano, responsável por mais de 60% da produção mundial de cacau.
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Além dos fundamentos, Bezzon mencionou que fatores técnicos também podem ter influenciado o movimento, como uma posição especulativa significativamente vendida no mercado.
A entrada de novas informações altistas pode ter levado a uma cobertura acelerada dessas posições, intensificando o movimento de alta. O analista avaliou que o comportamento recente dos preços indica uma predominância de fatores fundamentais, em vez de apenas ajustes técnicos, já que a valorização tem se repetido ao longo das últimas sessões.
Café em Alta na Bolsa de Nova York
Os contratos futuros de café também registraram uma alta na Bolsa de Nova York. O vencimento para julho foi cotado a US$ 2,823 por libra-peso, com uma valorização de 2,73%. Vicente Zotti, proprietário da NRP Agro, atribuiu esse movimento à consolidação do mercado desde o início de fevereiro, destacando a oscilação dos contratos com vencimento em setembro entre 270 e 290 pontos.
Zotti acredita que as quedas acentuadas não se concretizaram devido à proximidade do inverno no Brasil e ao risco de frentes frias, que mantêm os agentes mais cautelosos. Ele projeta que, com o avanço da colheita e a redução desses riscos climáticos, o mercado poderá apresentar pressão de baixa entre o fim de maio e o início de junho.
Zotti também ressaltou que a entrada consistente da oferta brasileira nos próximos meses será um fator determinante para o comportamento dos preços, prevendo uma queda de R$ 300 para o arábica e de R$ 150 para o conilon em relação aos níveis atuais.
Açúcar Sobe na Bolsa de Nova York
Os contratos futuros de açúcar também tiveram alta na Bolsa de Nova York, com o vencimento para julho cotado a US$ 14,91 por libra-peso, um aumento de 1,50%. Segundo dados do Barchart, essa alta reflete preocupações crescentes com a redução da oferta, impulsionadas por revisões nas projeções de produção e riscos climáticos em importantes regiões produtoras.
O Citigroup estima que a produção de açúcar no Brasil na safra 2026/27 deve atingir cerca de 39,50 milhões de toneladas, abaixo da projeção da Conab, que aponta 43,95 milhões de toneladas.
A diferença está relacionada à maior destinação da cana-de-açúcar para a produção de etanol, devido à alta dos preços da gasolina. Além do cenário brasileiro, o mercado acompanha os riscos climáticos globais, alertando que o fenômeno El Niño pode impactar significativamente a produção na Índia e na Tailândia nos próximos 6 a 12 meses, dois importantes polos produtores mundiais.
Suco de Laranja Valoriza na Bolsa de Nova York
O suco de laranja encerrou o pregão com forte valorização na Bolsa de Nova York, com o contrato para o vencimento em julho avançando 5,77% e fechando cotado a US$ 1.832,00 por tonelada. Informações da Price Futures Group indicam que os contratos haviam acumulado ganhos na semana anterior, operando dentro de uma faixa definida e com movimentos limitados de tendência.
Esse comportamento reflete o acompanhamento das condições climáticas nas principais regiões produtoras, com o clima considerado favorável no Brasil e no México, apesar do período naturalmente mais seco.
Os gráficos diários mostram sinais mistos, indicando cautela entre investidores enquanto novas atualizações climáticas são monitoradas. Os contratos de algodão também registraram alta na Bolsa de Nova York, com o vencimento para julho valorizado em 3,59% e cotado a US$ 87,77 por libra-peso.
Dados da Barchart indicam que os contratos da fibra operaram com ganhos generalizados, influenciados pelo desempenho de outros mercados, como o dólar e o petróleo. Além disso, o mercado de algodão foi sustentado pelo aumento da participação de fundos, que ampliaram suas posições compradas em futuros e opções.
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