As ações da C&A (CEAB3) apresentaram uma significativa queda ao longo do pregão desta segunda-feira, 5, consolidando-se como a maior desvalorização do Ibovespa. No fechamento, os papéis da varejista recuaram quase 16%, contrastando com o avanço de 0,88% do principal índice da Bolsa brasileira.
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O movimento chamou a atenção devido ao desempenho recente da companhia, que em 2025 se destacou positivamente no setor varejista. No entanto, este início de 2026, o cenário inverteu-se, com as ações acumulando uma queda de quase 18% até o segundo pregão do ano.
Fatores Macroeconômicos e Técnicos
Analistas atribuem a desvalorização a uma combinação de fatores macroeconômicos, técnicos e ajustes de posições comuns no início do ano. A alta taxa de juros, que deve permanecer elevada por um período prolongado, impacta negativamente o setor varejista.
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Análise de Especialistas
Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, ressalta a importância de analisar o desempenho da C&A dentro do contexto do setor. A queda no varejo é influenciada pela taxa de juros e pela curva de juros futuros, que afetam o apetite por ações sensíveis ao consumo e ao crédito.
Realização de Lucros e Ajustes de Posição
Teles destaca que a queda não está ligada a eventos específicos, mas sim à realização de lucros por parte de investidores e ajustes de posições. A movimentação sugere que fundos com bom desempenho em 2025 estão se desfazendo da ação, considerando que o papel já entregou o lucro esperado.
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Impacto em Outras Ações do Varejo
Outras ações do varejo também apresentaram quedas no pregão. A Vivara (VIVA3) e a Lojas Renner (LREN3) também registraram desvalorizações, refletindo a cautela com o setor.
Cenário de Juros e Expectativas
O BB Investimentos avalia que o cenário se desenhou desde dezembro, com o setor varejista impactado pela abertura da curva de juros e desaceleração da atividade econômica. A instituição projeta um cenário de sinais mistos, com a desaceleração da economia, juros elevados e endividamento familiar, contrariados pela resiliência do emprego e renda.
O mercado aguarda o início do ciclo de corte de juros para um otimismo mais consistente com ações de companhias cíclicas.
