C4 Gym: Tragédia na Piscina do Parque São Lucas! Professora morre e alunos intoxicados. Proprietários indiciados por homicídio culposo. Saiba mais!
A Polícia Civil de São Paulo indiciou os três proprietários da academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, por homicídio culposo, após a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos. O caso, que ocorreu durante uma aula de natação no último sábado (7), também envolve seis outras pessoas intoxicadas.
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A investigação aponta para uma série de falhas que contribuíram para a tragédia.
Falhas Técnicas e Trabalhistas
A investigação revelou uma série de irregularidades que sustentam o inquérito policial. Entre elas, o acúmulo de funções por parte do responsável pela manutenção química da piscina, que não possuía qualificação técnica para lidar com produtos químicos, mas realizava a tarefa sob determinação da gerência.
Especialistas em direito trabalhista apontam que essa situação configura uma violação da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), onde o empregador é responsável por garantir a segurança e a adequação do ambiente de trabalho.
Irregularidades na Manutenção da Piscina
Além do problema do funcionário, a manutenção da piscina apresentava falhas graves. A dosagem de cloro estava incorreta, com níveis fora da faixa recomendada (0,5 mg/l a 0,8 mg/l), e a água apresentava aspecto e gosto anormais. A aplicação de produtos químicos também era feita de forma inadequada, mesmo com alunos na piscina.
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A utilização de cloro adulterado, misturado a uma substância desconhecida, gerou a liberação de gases tóxicos, agravando a situação.
Interdição e Indiciamento dos Proprietários
A situação foi ainda mais complexa pelo fato de a academia operar com dois CNPJs no mesmo endereço, o que levou à interdição pela Subprefeitura da Vila Prudente. O delegado Alexandre Bento, titular do 42º DP, indiciou os proprietários por negligência e descaso com a vida das vítimas.
A decisão se baseia no fato de que, após a intoxicação, os donos da academia não acionaram as autoridades imediatamente, apesar de o local estar próximo à delegacia. A resposta inicial de “paciência” aos alunos que apresentavam mal-estar é considerada pela investigação como a assunção do risco.
Além da morte de Juliana, um adolescente de 14 anos sofreu graves lesões pulmonares e uma criança de 5 anos também foi identificada como vítima. Os proprietários da C4 Gym podem responder conforme o Código Penal pelos crimes de homicídio (Art. 121) e perigo para a vida ou saúde de outrem (Art. 132).
A investigação continua em andamento, buscando esclarecer todos os detalhes do ocorrido e determinar as responsabilidades envolvidas.
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