BYD Alerta: Desaceleração Surpreende em Mercado Chinês e Impacta Vendas Globais de Elétricos

BYD em alerta! Vendas caem no gigante mercado chinês e expõem crise no setor de carros elétricos. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

BYD Enfrenta Desaceleração em seu Principal Mercado

A BYD iniciou 2025 com um ritmo mais lento em seu principal mercado. Em janeiro, as vendas domésticas registraram o menor volume em quase dois anos, indicando que a desaceleração da demanda interna e o aumento dos custos estão começando a ter efeito.

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Essa situação ocorre em um momento de crescente preocupação com a economia chinesa e com o excesso de produção de veículos elétricos, que já está impactando outros países do mundo.

Segundo informações da CNBC, as vendas das principais montadoras de veículos elétricos também diminuíram significativamente em janeiro, em comparação com o mês anterior. Essa queda vai além da normal sazonalidade do período. Algumas empresas estão divulgando apenas números de entregas, sem fornecer detalhes sobre vendas domésticas ou internacionais, o que dificulta a análise do mercado.

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Helen Liu, sócia da Bain & Company, previu que a pressão sobre o mercado continuaria em 2026, impulsionada por fatores políticos e pela crescente competição entre as empresas. O início do ano é tradicionalmente marcado por volatilidade nos indicadores chineses, devido às variações no calendário do feriado do Ano Novo Lunar.

Uma das principais causas dessa desaceleração é o fim parcial dos incentivos fiscais. Desde 1º de janeiro, a China voltou a cobrar impostos de 5% sobre veículos de novas energias – incluindo elétricos e híbridos – após mais de uma década de isenção.

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Essa mudança impacta diretamente o preço dos veículos.

Apesar do freio nas vendas domésticas, a BYD alcançou 2,26 milhões de unidades em 2025, um aumento de quase 28% em relação ao ano anterior. No entanto, em janeiro, a montadora chinesa vendeu apenas 83.249 carros totalmente elétricos no mercado interno, um volume abaixo do registrado em fevereiro de 2024.

A competição interna se intensificou, com empresas como a Aito (que utiliza o sistema operacional da Huawei) e Leapmotor apresentando um crescimento expressivo nas entregas.

A Xiaomi também se destacou, vendendo mais de 39 mil carros elétricos em janeiro, apesar de ter apresentado uma queda em relação ao mês anterior. A Geely, por sua vez, assumiu a segunda posição no mercado chinês de elétricos, com vendas de mais de 270 mil veículos, incluindo modelos das marcas Galaxy e Zeekr e carros exportados.

A empresa projeta alcançar 2,22 milhões de vendas de veículos de novas energias em 2026, com um crescimento de 32%.

A BYD, que vendeu 4,56 milhões de veículos de novas energias no ano passado, planeja elevar as vendas no exterior em quase 25%, para 1,3 milhão de carros. As exportações, no entanto, também registraram uma queda em janeiro, para 100.482 unidades, em comparação com 133.172 unidades em dezembro.

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