BV Apresenta Lucros Recentes com Desafios na Margem Financeira
O Banco Votorantim (BV) divulgou nesta terça-feira (10) seu desempenho financeiro do quarto trimestre de 2025, revelando um lucro líquido recorrente de R$ 465 milhões, uma redução de 14,2% em comparação com o mesmo período de 2024. A empresa atribui a queda ao declínio na margem financeira, somado ao aumento no custo do crédito, fatores que impactaram negativamente o resultado anual.
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As receitas totais da instituição diminuíram 2,4%, atingindo R$ 3,1 bilhões. A margem financeira bruta sofreu uma retração de 8,5%, enquanto a receita gerada por serviços e corretagem apresentou um crescimento notável de 19,7%. Esse crescimento em serviços contrasta com as dificuldades enfrentadas em outras áreas.
Um ponto de atenção foi o aumento expressivo do custo do crédito, que subiu 32,6% na base anual, totalizando R$ 1 bilhão. Apesar disso, a carteira de crédito do BV expandiu-se 7,9%, atingindo quase R$ 97,7 bilhões. O setor de varejo foi o principal impulsionador desse crescimento, com um aumento de 12,5%, enquanto o portfólio de atacado apresentou uma retração de 1,8%.
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No segmento de financiamento de veículos, onde o BV detém a liderança de mercado, a originação de crédito totalizou R$ 8,1 bilhões, um recorde e um aumento de 12,9% em relação ao ano anterior. A carteira de financiamento de veículos alcançou R$ 54,7 bilhões, com um crescimento de 14% no período.
A inadimplência acima de 90 dias apresentou uma leve melhora, situando-se em 4,7%, em comparação com 4,8% no trimestre anterior e 4,4% um ano antes. A empresa apresentou um ROAE de 15,1%, ligeiramente inferior ao de 16% registrado em 2024. O índice de eficiência também sofreu uma pequena variação, passando de 37,9% para 37,7%.
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Os índices de Basileia, Capital Nível I e Capital Principal também registraram aumentos, com o índice de Basileia subindo de 16% para 16,7%, o Capital Nível I passando de 14,5% para 15,3% e o Capital Principal permanecendo em 12,8%. Em termos de desempenho anual, o BV alcançou um lucro líquido recorente recorde de R$ 1,865 bilhão, representando um aumento de 8,3% em relação ao ano anterior.
