Buracos negros são ciência comprovada! Astrôfisico Rodrigo Nemmen explica que a detecção da “sombra” e ondas gravitacionais confirmam sua existência. Buracos brancos e de minhoca, por outro lado, são teorias matemáticas sem comprovação
Os buracos negros, objetos astronômicos de uma magnitude impressionante, representam um dos maiores desafios e fascinantes descobertas da ciência moderna. Embora tenham sido observados diretamente, outros conceitos populares da ficção científica, como buracos brancos e buracos de minhoca, permanecem no campo da teoria matemática, sem comprovação observacional.
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Segundo o astrofísico Rodrigo Nemmen, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, a principal diferença entre buracos negros e outros conceitos reside na sua observação direta. A ciência já comprovou a existência de buracos negros através de duas evidências cruciais: a detecção da “sombra” de um buraco negro, registrada pelo projeto internacional Event Horizon Telescope em 2019, e a detecção de ondas gravitacionais produzidas pela colisão de buracos negros em diferentes partes do universo.
Além disso, a ciência já consegue medir características como massa, rotação e os efeitos gravitacionais desses objetos sobre a matéria circundante. Essas medições confirmam as previsões teóricas estabelecidas desde os anos 1970, representando um avanço significativo na compreensão do universo.
Em contraste com os buracos negros, os buracos brancos são conceitos matemáticos que surgiram como uma extensão das equações que descrevem os buracos negros. Nemmen explica que, embora o nome seja semelhante, os buracos brancos são completamente diferentes, não havendo evidências de sua existência.
Eles seriam o oposto dos buracos negros, com a capacidade de ejetar matéria e energia, em vez de atraí-la.
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“Chamar buraco branco de hipótese é até um elogio”, afirma o professor. A ideia de buracos brancos é considerada extremamente exótica, e sua existência permanece puramente teórica.
Assim como os buracos brancos, os buracos de minhoca também surgem das equações da relatividade geral. No entanto, eles ganharam popularidade através da ficção científica, como nos filmes “Dark” e “Stranger Things”, onde são apresentados como túneis que conectam diferentes pontos do universo.
“Eles seriam túneis que conectam duas regiões distantes do universo, permitindo que alguém viaje entre esses pontos por um ‘atalho’ cósmico”, explica Nemmen. A ideia é fascinante, e sua presença frequente na ficção científica reflete seu potencial para viagens interestelares.
No entanto, a ausência de evidências observacionais impede a confirmação da existência dos buracos de minhoca. Eles permanecem como uma possibilidade teórica, explorada na ficção científica para facilitar viagens rápidas entre diferentes pontos do universo.
Para o professor Nemmen, a principal distinção entre buracos negros e outros conceitos reside na sua observação direta. Enquanto os buracos negros foram confirmados através de evidências observacionais, buracos brancos e de minhoca permanecem no campo da teoria matemática.
Essa diferença é fundamental para a compreensão do universo.
Apesar do avanço tecnológico, a compreensão básica dos buracos negros não mudou muito desde os anos 1970. Segundo Nemmen, os físicos já haviam estabelecido, naquela época, um verdadeiro modelo sobre como esses objetos funcionam do ponto de vista gravitacional.
Desde então, o trabalho dos astrônomos tem sido principalmente confirmar essas previsões na prática.
A grande fronteira atual da pesquisa está nas regiões microscópicas próximas aos buracos negros, onde o comportamento das partículas ainda não é totalmente compreendido.
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