Buraco Negro Inesperado: Atividade Surpreendente Desafia o Conhecimento!

Buraco negro ativado 6 anos após engolir estrela! Cientistas chocados com fenômeno inédito em outra galáxia. Descoberta no Novo México e África do Sul desafia o que sabemos sobre buracos negros

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(Imagem de reprodução da internet).

Cientistas estão observando um fenômeno inédito: um buraco negro que continua ativo seis anos após ter engolido uma estrela. Essa descoberta, feita através de radiotelescópios localizados no Novo México e na África do Sul, desafia o conhecimento atual sobre o comportamento desses corpos celestes.

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O buraco negro em questão, com cerca de 5 milhões de vezes a massa do Sol, está situado em outra galáxia, a 665 milhões de anos-luz da Terra. Um ano-luz representa a distância que a luz percorre em um ano, atingindo aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros.

Buracos negros são objetos extremamente densos, caracterizados por uma gravidade tão intensa que nem mesmo a luz consegue escapar. Possuem uma fronteira teórica, conhecida como “horizonte de eventos“, que marca o ponto de não retorno para qualquer objeto que se aproxime.

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Quando um buraco negro engole uma estrela, como ocorreu neste caso, o processo é chamado de “digestão“. Esse nome se deve à dinâmica gravitacional similar às marés oceânicas na Terra.

Kate Alexander, astrofísica da Universidade do Arizona e coautora do estudo, destaca os riscos de se aproximar de um buraco negro. Qualquer objeto que se aproxime demais do horizonte de eventos corre o risco de ser destruído pelas forças gravitacionais e esticado em um longo fluxo de detritos, um processo conhecido como “espaguetificação”.

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O que chamou a atenção dos pesquisadores foi a duração do período de “digestão” do buraco negro após a ingestão da estrela. O material remanescente começou a ser ejetado no espaço dois anos após a desintegração, e essa liberação continua acontecendo seis anos depois.

Yvette Cendes, astrofísica da Universidade de Oregon e autora do estudo, não prevê um fim para esse movimento.

A intensidade da luz emitida por essa fonte aumentou exponencialmente, atingindo cerca de 50 vezes mais brilhante do que quando foi descoberta, um nível incrivelmente alto para um objeto em ondas de rádio. As cientistas classificaram essa atividade como “incomum”.

Kate Alexander compara o comportamento do buraco negro com o de um bebê que mastiga o alimento e o cospe. Após a destruição da estrela, parte do gás caiu em direção ao buraco negro e se aqueceu, e o buraco negro começou a consumir o material. A luz de rádio brilhante que observamos com nossos telescópios é produzida por matéria estelar que se aproxima, mas nunca cruza o horizonte de eventos.

As pesquisadoras acreditam que a estrela engolida era do tipo anã vermelha, com tamanho equivalente a um décimo da massa do Sol. Elas continuam buscando explicações para o fenômeno do “jato relativístico”, ou seja, o tempo que esse movimento continuará ativo.

Yvette Cendes sugere que a questão está relacionada a campos magnéticos ao redor do buraco negro, mas também reconhece que o comportamento é “incomum”.

As cientistas estimam que o pico de intensidade da emissão ocorrerá no final de 2026 ou 2027. “Depois que a emissão atingir o pico, ela deve diminuir lentamente, então provavelmente ainda poderemos vê-la por uma década ou mais”, afirma Kate.

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