Bruna Moura: Superação e a Jornada Olímpica que Inspirou! 🤯 Após humilhação e desafios, a atleta busca o topo nas Olimpíadas. Descubra a história emocionante! 🏅
Desde os nove anos, Bruna Moura prometeu a si mesma que faria algo grande da própria vida. Ela se lembra claramente de ser chamada à frente da sala, em Foz do Iguaçu, para que a professora a humilhasse por não responder uma pergunta com 100% de precisão. “Ela disse que eu era burra demais e que nunca chegaria a lugar nenhum, nunca seria nada, nunca seria ninguém”, lembrou em entrevista à CNN.
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A pergunta? “Quais países da América do Sul fazem fronteira com o Brasil — e quais não fazem?” Ela afirma que respondeu quase tudo corretamente, esquecendo apenas Bolívia e Suriname. Ao voltar para o lugar, decidiu provar que a professora estava errada.
Bruna terminou a prova de esqui cross-country 10km em 99º lugar • Gabriel Heusi/COB. “Foi naquele momento que decidi que, fosse o que fosse que eu quisesse ser na vida, eu chegaria ao topo”, disse. Aos 15 anos, suas ambições começaram a ganhar forma: ela seria atleta profissional e disputaria os Jogos Olímpicos. “O topo de uma carreira esportiva é chegar às Olimpíadas.
Não importa se você fica em primeiro ou em último, se você é olímpico, seu nome está nos livros.”
Em 10 de fevereiro, aos 31 anos, Bruna embarcou em uma jornada que se revelou muito mais difícil do que poderia imaginar. Foram 16 anos de jornada, passando por esportes de verão e de inverno, um susto com a Covid-19 e um acidente de carro fatal que quase tirou sua vida.
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O plano inicial era competir na Rio 2016, em casa, como mountain biker. Mas o destino tinha outros planos. Promessa no circuito júnior da Copa do Mundo, ela foi diagnosticada com um defeito no septo atrial e precisaria passar por cirurgia. Sem dinheiro para o tratamento, um ex-treinador — que também era esquiador cross-country — a convidou para um camp de treino para arrecadar fundos.
O convite mudou tudo: além de pagar a cirurgia, ela descobriu um novo esporte.
Entre 89 atletas, Bruna ficou em 74º na classificatória do Sprint Classic. Dois dias depois, foi 99ª nos 10 km. Em ambas, celebrou cada chegada como vitória. Competiu com fotos da avó e de uma amiga, Maíra Marques de Oliveira, que prometera vê-la nos Jogos, mas morreu em 2024.
Convive com dores constantes e pensa no acidente todos os dias.
Antes de deixar a Itália, voltará ao local da colisão. “Minha medalha de ouro”. Pensar que tudo deu tão errado aqui perto e agora estou vivendo o momento da minha vida neste mesmo lugar é loucura. Parece que estou fechando um ciclo.
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