Brenda Laranja Salles Acusada de Incitar Ódio Contra Judeus em Crime-Notícia

Deputada acusa influenciadora de incitar ódio contra judeus. A influenciadora Brenda Laranja Salles é acusada de promover discursos de intolerância e violência

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(Imagem de reprodução da internet).

Notícia-Crime Aponta Incitação ao Ódio Contra Judeus em Perfil de Influenciadora

O deputado estadual Guto Zacarias e o assessor parlamentar Renato Battista formalizaram uma notícia-crime perante o Ministério Público de São Paulo, acusando a influenciadora digital Brenda Laranja Salles, administradora do perfil @direitistananet, de incitar o ódio e promover discursos de intolerância.

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A acusação se baseia nas publicações e áudios que a influenciadora teria disseminado, considerados ofensivos e violentos contra judeus, israelenses e sionistas. Segundo o documento entregue à Promotoria, Brenda Laranja Salles utiliza suas redes sociais, com mais de trinta mil seguidores, para divulgar conteúdos que promovem a desumanização e a violência.

As provas apresentadas incluem postagens que banalizam o Holocausto, celebram ataques terroristas e utilizam comparações depreciativas, reduzindo judeus a pragas urbanas. Um áudio em particular, anexado à notícia-crime, revela a defesa da criação de “campos de concentração para sionistas”, com a declaração de que essas pessoas deveriam “morrer no gás”, uma referência direta ao método de extermínio nazista.

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O caso é considerado um dos pontos mais graves em uma sequência de manifestações antissemitas. A notícia-crime reúne capturas de publicações que comemoram explosões em Israel, incentivam violência contra civis e reproduzem símbolos antijudaicos clássicos.

A acusação se baseia no artigo vinte, parágrafo segundo, da Lei número sete mil setecentos e dezesseis de mil novecentos e oitenta e nove, que trata da incitação ao preconceito por meio de redes sociais, e no artigo cento e quarenta e sete do Código Penal, referente ao crime de ameaça.

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Diante da gravidade das acusações, os autores solicitaram a instauração de inquérito policial, a oitiva da investigada, a preservação e o fornecimento de dados dos perfis citados, além da remoção dos conteúdos considerados criminosos. O documento foi assinado por Guto Zacarias, Renato Battista e pelo advogado Miguel Sândalo Calamari.

O caso agora segue para análise do Ministério Público.

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