Banco de Brasília rejeita certificados do Master após irregularidades. BRB descarta ativos do Besc e fundos de investimento, incluindo um na Ilha de Jersey. Investigações revelam esquema com gestores de fundos
O Banco de Brasília (BRB) decidiu rejeitar certificados de ações do antigo Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) que foram oferecidos pelo Banco Master como substituição para carteiras consideradas “podres”. A decisão ocorreu após investigações sobre a aquisição de ativos inexistentes pelo Master, conforme revelado por fontes próximas à apuração das irregularidades.
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Após a descoberta de que o BRB havia adquirido R$ 12,7 bilhões em ativos inexistentes do Master, iniciou-se um processo de substituição dessas carteiras. O Banco Master ofereceu uma série de ativos, e, segundo apurou a CNN, chegou a repor mais de R$ 10 bilhões.
Os certificados do Besc, que tinham valor baixo e pouca liquidez, foram rapidamente descartados pelo BRB. O banco catarinense foi incorporado ao Banco do Brasil em 2008, mas seus papéis físicos, chamados de cártulas, continuaram a circular.
O esquema envolvia gestores de fundos que compravam esses títulos, alegando que seu valor era milionário, para justificar retiradas e realizar outros investimentos, conforme noticiado inicialmente pela Folha de S. Paulo.
Além dos certificados do Besc, o Banco Master ofereceu ao BRB dois fundos de investimento, supostamente compostos por papéis do tesouro americano. Um dos fundos estava localizado na Ilha de Jersey, próxima ao Reino Unido, e o outro em Nassau, nas Bahamas.
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Diligências sobre os fundos foram iniciadas, mas não foram concluídas até que o Banco Central proibisse a venda do Master ao BRB. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em depoimento à Polícia Federal, explicou que os fundos não faziam parte dos R$ 10 bilhões que substituíram os ativos inexistentes.
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