BRB Anuncia Renúncia de Diretor Jurídico e Nomeia Nova Diretora de Controles e Riscos
O Banco de Brasília (BRB) comunicou na segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, a saída de Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo do cargo de diretor jurídico da instituição. A informação foi divulgada em um fato relevante, com a efetivação da renúncia prevista para o sábado, 14 de fevereiro.
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Em comunicado, o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, e o gerente de Relações com Investidores, Matheus Brugger Simão, reafirmaram o compromisso do BRB com a ética, a responsabilidade e a transparência, assegurando que os acionistas e o mercado serão mantidos informados de qualquer fato relevante.
Paralelamente, o banco anunciou a nomeação de Ana Paula Teixeira como diretora executiva de Controles e Riscos. Segundo o BRB, Teixeira possui uma sólida experiência no setor financeiro, tendo exercido o cargo de vice-presidente de Gestão de Riscos, Controles Internos, Segurança Institucional e Cibersegurança no Banco do Brasil.
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O banco ressaltou que a nova diretora exerceu posições de liderança em instituições financeiras de grande porte, atuando em áreas como controles internos, compliance e gestão de riscos. A nomeação, segundo o BRB, reforça o fortalecimento da governança corporativa, da integridade institucional e o compromisso com a gestão de riscos e controles internos.
O BRB também divulgou os íntegros dos documentos referentes ao fato relevante (PDF – 115 KB) e do fato relevante (PDF – 117 KB).
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A movimentação ocorre após investigações do Banco Central (BC) em novembro de 2025, que revelaram o envolvimento do BRB em operações com o Master. As investigações apontaram para a compra de carteiras de crédito com ativos superfaturados ou inexistentes, entre 2023 e 2024.
Em 2025, uma negociação também foi realizada, porém não se concretizou.
O caso chegou a ser analisado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) em junho, mas foi encerrado em setembro. Suspeitas de prejuízos relevantes para o banco também foram levantadas.
Segundo depoimento à Polícia Federal (PF) no final de 2025, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, afirmou que as operações com o Master causaram distorções no balanço do BRB. Diante da crise de credibilidade, o banco apresentou um plano de capital ao BC na sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026, com medidas para recompor o balanço e reforçar a liquidez da instituição em um prazo máximo de 180 dias.
