BRB entrega plano ousado ao BC! Em até 180 dias, banco busca recompor balanço e liquidez. Investigações sobre ativos superfaturados em curso. Saiba mais!
Na sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026, o Banco Regional do Brasília (BRB) entregou ao Banco Central do Brasil um plano de capital, com ações específicas para recompor o balanço e fortalecer a liquidez da instituição em até 180 dias. O presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, foi o responsável por apresentar o documento ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan.
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Segundo o BRB, o plano contempla medidas preventivas que serão implementadas caso seja comprovada a necessidade de um aporte financeiro do Governo do Distrito Federal (GDF), o que dependerá da conclusão das investigações em andamento. O objetivo principal é garantir a sustentabilidade do banco, a estabilidade das operações e a transparência para clientes, investidores e parceiros.
O BRB identificou cinco possibilidades para levantar capital: empréstimos de outras instituições financeiras, incluindo bancos privados e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC); venda de ativos, com foco em carteiras imobiliárias e créditos concedidos a estados e municípios; criação de um fundo imobiliário com terrenos e imóveis do GDF, transferidos ao banco; aportes diretos do Tesouro do Distrito Federal; e um empréstimo do GDF com garantia do FGC, com posterior repasse ao BRB.
Para reduzir o tamanho da instituição e diminuir a dependência de aportes do controlador, em um cenário de restrições fiscais, o BRB busca vender ativos de alta qualidade, como crédito consignado e antecipação de saques do Fundo de Garantia. O banco também está negociando a venda de carteiras de crédito concedidas a estados e municípios, com garantias do Tesouro Nacional, uma operação que pode render cerca de R$ 730 milhões em valor presente.
As apurações em curso investigam a possível ocorrência de ativos superfaturados ou inexistentes, com o objetivo de identificar irregularidades nas operações do banco. O BRB afirma que cerca de R$ 10 bilhões foram substituídos ou liquidados, e nega o bloqueio de bens.
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O jornal O Estado de S.Paulo reportou que o banco teria vendido cerca de R$ 5 bilhões em ativos para conter a fuga de capitais após a liquidação do Banco Master e o avanço das investigações.
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