Brava Energia fecha acordo de US$ 450 milhões para expandir atuação na Bacia de Campos. Petronas cede 50% em Tartaruga Verde e Módulo III de Espadarte.
A Brava Energia formalizou um acordo para adquirir 50% da participação da Petronas no campo de Tartaruga Verde e no Módulo III do campo de Espadarte, ambos localizados na Bacia de Campos. O investimento total na transação é estimado em US$ 450 milhões, conforme divulgado pela empresa nesta sexta-feira (16).
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A notícia ocorre poucos dias após a mudança na liderança executiva da Brava.
Em comunicado, a petroleira brasileira informou que a aquisição reforça o compromisso da empresa com a diversificação de seu portfólio e o retorno aos acionistas. A Brava continuará avaliando oportunidades estratégicas de revisão de portfólio, buscando eficiência na alocação de capital.
O acordo com a Petronas prevê o pagamento inicial de US$ 50 milhões na assinatura do contrato. Os restantes US$ 350 milhões serão pagos na data de fechamento da transação, sujeitos a ajustes relacionados à data efetiva (1º de julho de 2025). Duas parcelas adicionais de US$ 25 milhões serão pagas em 12 e 24 meses após o fechamento.
Os campos de Tartaruga Verde e Módulo III de Espadarte registraram, em 2025, uma produção média de aproximadamente 55,6 mil barris de óleo equivalente por dia, com predominância de óleo. A operação é conduzida pelo navio plataforma FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, que conta com 14 poços produtores, distribuídos entre os dois campos.
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As concessões para a exploração dos ativos têm vigência garantida até 2039. A Petrobras é a operadora dos ativos, com 50% de participação. A Brava espera concluir a transação em 2026, após obter as aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Em dezembro, o diretor financeiro da Brava, Luiz Carvalho, relatou que a empresa tem recebido propostas de investidores interessados em avaliar operações de fusões e aquisições. Carvalho também destacou o dinamismo do mercado de petroleiras menores no Brasil, impulsionado pela menor predominância da Petrobras, gerando diversas conversas sobre potenciais negócios.
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