Braskem em crise? Vendas caem e desafios surgem no Brasil, EUA e Europa em 2026

Braskem enfrenta queda nas vendas e alerta por desafios no mercado global! Vendas caem no Brasil e Europa, mas México brilha. Saiba mais!

27/02/2026 21:32

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(Imagem de reprodução da internet).

Braskem Registra Queda nas Vendas e Utilização de Centrais no Brasil e EUA

A Braskem divulgou seu relatório operacional para o quarto trimestre de 2026, revelando uma série de desafios no mercado brasileiro e em outras regiões. As vendas de resinas e produtos químicos de maior volume apresentaram uma queda significativa em comparação com o ano anterior, impactando diretamente a utilização das centrais petroquímicas da companhia.

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No Brasil, as vendas de resinas diminuíram 8%, atingindo 743 mil toneladas. Paralelamente, os principais químicos sofreram uma retração de 13%, com 595 mil toneladas vendidas. A empresa também identificou uma redução de 3% nos spreads – a diferença entre o preço de venda e o custo da matéria-prima – tanto nos produtos químicos quanto nas resinas.

A Braskem atribuiu parte dessa queda à parada programada para manutenção da central petroquímica da Bahia, que impactou a taxa de utilização de eteno no Brasil, reduzindo-se para 59% em dezembro, em comparação com os 70% registrados no final de 2024.

A empresa ressaltou que, apesar do foco nas vendas de produtos com maior valor agregado, a manutenção preventiva foi um fator determinante.

Em contrapartida, as operações da Braskem nos Estados Unidos e Europa apresentaram resultados mais positivos. A taxa de utilização das instalações nesses mercados subiu para 71% no trimestre, em comparação com 67% um ano antes. As vendas nesses mercados aumentaram 7%, atingindo 479 mil toneladas.

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No entanto, o spread também diminuiu 10%, para US$ 347 por tonelada.

O México se destacou como o mercado com melhor desempenho da Braskem no quarto trimestre. As vendas cresceram 14%, alcançando 221 mil toneladas, enquanto a taxa de utilização atingiu 92%, superando os 77% do mesmo período de 2024. Contudo, o spread sofreu uma queda acentuada de 20%, para US$ 625 por tonelada.

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