CBA e Rio Tinto chocam o mercado! China assume controle da produção de bauxita no Brasil. Saiba mais!
A recente compra do controle da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) por uma estatal chinesa e a mineradora Rio Tinto marca um momento significativo na dinâmica global do mercado de bauxita. A bauxita, essencial para a produção de alumínio e considerada estratégica na transição energética, está no centro de uma crescente disputa entre potências econômicas.
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O negócio envolve a aquisição da totalidade da participação da Votorantim, que detinha 68,6% do capital da companhia, transferindo o controle da produtora brasileira para os dois grupos internacionais.
O preço acordado para a aquisição foi de R$ 10,50 por ação, totalizando aproximadamente R$ 4,69 bilhões. É importante ressaltar que esse valor está sujeito a ajustes, considerando a variação do CDI até a data final da operação. Essa movimentação coloca o Brasil em uma posição estratégica no cenário global, especialmente em relação à segurança de suprimentos de metais críticos.
A CBA afirma possuir reservas de bauxita autossuficientes, um insumo fundamental para a produção de alumina. Essa afirmação ocorre em um contexto de crescente dependência da China de importações de bauxita, impulsionada pela necessidade de sustentar sua capacidade industrial.
A China, apesar de ser a maior produtora de alumínio do mundo, enfrenta limitações nas suas próprias reservas de bauxita, tornando-se o maior importador global, com compras concentradas em países da África, Oceania e América do Sul.
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O alumínio tem ganhado destaque como um metal crucial para a economia de baixo carbono. Sua utilização é intensiva em setores como linhas de transmissão, veículos elétricos, energia solar, eólica, construção civil e infraestrutura urbana. As características do metal – leveza, reciclabilidade e alta eficiência – o colocaram na lista de insumos estratégicos monitorados por governos e grandes grupos industriais.
O Brasil, com suas reservas de bauxita, atrás apenas de Guiné e Austrália, e uma matriz elétrica majoritariamente renovável, apresenta um cenário promissor para a produção de alumínio com menor impacto ambiental.
A operação representa uma convergência rara de interesses entre oásis asiáticos e o Ocidente em torno de um ativo brasileiro. A Chalco, principal braço operacional do grupo estatal chinês Chinalco, e a Rio Tinto, com operações em mais de 35 países, desempenham papéis cruciais na cadeia do alumínio, desde a mineração até a geração de energia.
A aprovação regulatória ainda é necessária, mas o mercado já interpreta a transação como um sinal claro de que o alumínio, e a bauxita em sua origem, estão se consolidando como elementos centrais na nova geografia econômica da transição energética.
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