Brasil Resiste à Influência Externa: Alckmin e Vieira Defendem Autonomia Global

Brasil Defende Autonomia no Cenário Internacional
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Vieira, afirmou nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, que o Brasil não se encaixa em nenhum contexto de subordinação no cenário internacional. Em discurso proferido durante o evento do Dia do Diplomata, no Palácio do Itamaraty, acompanhado pelo vice-presidente da República, João Alckmin (PSB), o chanceler enfatizou que o país não tolerará a influência de potências globais.
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Vieira descreveu o momento atual como um “colapso da ordem internacional”, ressaltando a necessidade de o Brasil escolher entre a subordinação e a autonomia em sua política externa.
O ministro argumentou que a decisão fundamental a ser tomada pelo Brasil é entre a submissão a outras nações e a manutenção de sua soberania. “O Brasil não cabe no quintal de ninguém. O povo brasileiro manda em sua própria casa. Não somos, nem queremos ser, a província de nenhuma metrópole”, declarou.
A fala busca reafirmar a posição do governo brasileiro em relação à sua autonomia e independência na arena global.
Desafios e Oportunidades na Política Externa
Vieira não detalhou conflitos específicos, mas apontou para o declínio do multilateralismo, atribuído a nações que não buscam soluções comuns para os desafios globais. Ele também mencionou o “triste inventário de ingerências estrangeiras” que a América Latina tem enfrentado.
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O ministro destacou a importância de garantir a segurança das rotas marítimas, citando a situação no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz como exemplos de riscos.
Acordos Estratégicos e Integração Regional
Durante o evento, o vice-presidente João Alckmin também abordou temas relevantes para a política externa brasileira. Ele enfatizou o compromisso do governo com o combate ao crime organizado e celebrou a entrada em vigor, na sexta-feira, 1º de maio de 2026, do acordo Mercosul-União Europeia.
Alckmin considerou o acordo um marco importante para o Brasil, reforçando o compromisso com a integração regional com a América Latina, África e Ásia, bem como com o comércio internacional baseado em regras.
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