Brasil registra segundo maior juro real do mundo, com 9,74%, aponta estudo

Brasil tem 2º maior juro real do mundo, com 9,74%, atrás da Turquia (17,80%). Análise do economista Jason Vieira da MoneYou.

05/11/2025 18:39

2 min

Brasil registra segundo maior juro real do mundo, com 9,74%, aponta estudo
(Imagem de reprodução da internet).

Estimativas recentes apontam que o Brasil deverá registrar juros reais de 9,74% nos próximos 12 meses, considerando a inflação. Essa taxa coloca o país em segundo lugar no ranking mundial, atrás apenas da Turquia, com 17,80%. O levantamento foi elaborado pelo economista Jason Vieira, da MoneYou, e divulgado nesta quarta-feira, 5 de novembro de 2025.

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Cálculo e Comparativo Internacional

O cálculo dos juros reais da MoneYou envolve a taxa básica de juros estimada para os próximos 12 meses, descontada pela inflação projetada para o mesmo período. A MoneYou compara os juros reais em 40 nações. O Brasil possui o quarto maior juro nominal do mundo, sem considerar a inflação, ficando atrás da Turquia (39,50%), Argentina (29,00%) e Rússia (16,50%).

Decisões do Copom e Meta Inflacionária

O Comitê de Política Monetária (Copom), formado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e seus oito diretores, é responsável por definir a taxa Selic. Em 2025, nenhum dos membros indicados pelo governo atual votou pela redução da Selic.

O objetivo do Copom é que a inflação atinja o centro da meta, que é de 3% ao ano.

Dados Inflacionários e Perspectivas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa anualizada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 5,17% em setembro. Esse percentual está 2,17 pontos percentuais acima do objetivo inflacionário do Banco Central.

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No entanto, existe uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo, o que permite que a inflação alcance até 4,5% sem comprometer a meta.

Previsões e Pronunciamentos

Analistas do mercado financeiro projetam que a inflação brasileira encerrará 2025 em 4,55%, um ponto percentual acima do teto da meta. Em setembro, a taxa anualizada do IPCA completou 12 meses fora do intervalo permitido. Em julho, o Banco Central anunciou que a inflação estava sob controle.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou otimismo, acreditando que a taxa permanecerá dentro do limite estabelecido até dezembro deste ano. O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação em 3% para 2024, um objetivo que será mantido até uma nova votação, com um prazo de 36 meses para entrar em vigor.

O CMN é o órgão responsável por determinar a meta de inflação, composto por: presidente do BC – Gabriel Galípolo, indicado por Lula; ministro da Fazenda – Fernando Haddad; ministra do Planejamento e Orçamento – Simone Tebet.

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