Brasil registra recorde de denúncias de trabalho escravo infantil em 2025. Rio Grande do Sul lidera ranking com 5.539 registros. Disque 100: 100.
Em 2025, o Brasil observou um aumento significativo no número de denúncias relacionadas ao trabalho escravo infantil e condições análogas à escravidão, representando o maior volume já registrado em sua história. Dados fornecidos pela Jovem Pan News indicam que foram contabilizadas 4.515 denúncias ao longo do ano.
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Esse número representa um crescimento de 14% em comparação com as 3.959 denúncias registradas em 2024.
O documento do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) detalha a distribuição das denúncias por estado. O Rio Grande do Sul lidera o ranking com 5.539 registros, seguido por Minas Gerais (3.371) e o Rio de Janeiro (2.095). Outros estados com um número expressivo de denúncias incluem Bahia (1.701), Rio Grande do Sul (1.396), Paraná (1.162) e Goiás (1.129).
Pará, Ceará e Pernambuco completam a lista dos dez estados com maior volume de denúncias, com 897, 882 e 864 registros, respectivamente.
A Cartilha de Apoio à Atuação no Combate ao Trabalho Escravo, elaborada pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, descreve o trabalho escravo contemporâneo como um problema persistente no Brasil, apesar da abolição da escravidão em 1888.
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Essa prática é sustentada por desigualdades históricas – incluindo disparidades regionais, sociais, raciais e de gênero, além de desigualdades econômicas globais. O crime, definido no artigo 149 do Código Penal, pode se manifestar através de trabalho forçado, jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho ou restrição da liberdade de locomoção devido a dívidas.
Situações de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciadas através do Disque Direitos Humanos – Disque 100, um serviço do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Este canal funciona como um pronto-socorro para violações de direitos humanos, recebendo denúncias de casos em andamento ou já ocorridos e acionando os órgãos competentes.
Qualquer pessoa, seja a vítima ou testemunha, pode fazer a denúncia sem necessidade de identificação. O serviço oferece atendimento gratuito, 24 horas por dia, todos os dias, em todo o território nacional.
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