Brasil reduz gastos com defesa e aposta na Marinha para proteger rotas globais

Redução nos Gastos com Defesa e Investimento em Marinha
Nos últimos três anos, o governo brasileiro registrou uma queda de 10,8% nos gastos com a Defesa em comparação com o período anterior, liderado pelo governo anterior. Entre 2023 e 2025, foram investidos R$ 404,3 bilhões, enquanto de 2019 a 2021 foram alocados R$ 453,8 bilhões.
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Apesar do corte nas despesas totais, o orçamento geral do governo aumentou em 8,3%, totalizando R$ 15,2 trilhões nos três primeiros anos do governo Lula e R$ 14 trilhões no período anterior.
Essa redução nos gastos impactou diretamente as três Forças Armadas, com a Marinha liderando a diminuição (15,5%), seguida pelo Exército (9,6%) e a Aeronáutica (7,7%). O foco estratégico do governo, no entanto, tem sido a Marinha, impulsionado pela necessidade de proteger as rotas marítimas, especialmente considerando a guerra no Irã e o impacto do fechamento do Estreito de Ormuz, que afetam o comércio global e a segurança do agronegócio brasileiro.
Novas Perspectivas Navais
Em abril de 2026, o Brasil recebeu a primeira fragata construída em seu próprio território desde 1980, a F200 Tamandaré, um marco significativo. Paralelamente, o governo anunciou a encomenda de quatro fragatas similares, a serem entregues em 2028, através de uma parceria com uma empresa alemã.
Outras quatro fragatas já encomendadas deverão ser entregues em 2028.
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O almirante Sandro Baptista Monteiro, subchefe de estratégia do Estado-Maior da Armada, ressaltou a importância dessa iniciativa, destacando que a F200 Tamandaré representa uma tecnologia avançada em comparação com a Niterói, que ela substituirá.
A fragata possui sistemas modernos de gestão de combate, troca de dados, capacidade de lançamento de mísseis e um convés de voo para um helicóptero. Apesar de ser mais leve que os destróieres, é considerada uma embarcação robusta e essencial para a defesa das águas brasileiras.
Críticas e Ajustes no Orçamento
O ministro da Defesa, Múcio, expressou preocupação com o orçamento destinado ao seu ministério, afirmando que ele “não dá para absolutamente nada”. Ele destacou que 83% do orçamento são gastos com despesas fixas, o que dificulta a tomada de decisões sobre investimentos.
O Ministério da Defesa esclareceu que o orçamento é dividido em duas categorias: obrigações e discricionárias. A maior parte das despesas obrigatórias são fixas, como salários e benefícios, enquanto as discricionárias são aquelas que refletem as prioridades do governo.
Para aumentar o poder de atuação do ministério, a Lei Complementar 221 de 2025, que entrou em vigor em novembro de 2025, prevê um aumento de 24% no orçamento discricionário, totalizando R$ 15,3 bilhões entre 2023 e 2026. Esse aumento permitirá investimentos em operações reais, treinamento das Forças Armadas, aquisição de equipamentos e projetos estratégicos de defesa.
O governo continua buscando a aprovação de um marco legal que garanta a previsibilidade orçamentária para o setor, buscando maior segurança para o planejamento e execução de ações de defesa nacional.
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