“Central do Brasil” e “O Pagador de Promessas”: Brasil impressiona no Oscar! Descubra a trajetória do cinema nacional e as indicações históricas. Uma jornada de talento e reconhecimento internacional!
A relação entre o Brasil e a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas é marcada por um rico histórico de indicações, talentos reconhecidos mundialmente e uma pergunta persistente: quantas vezes o Brasil foi indicado ao Oscar? Apesar de nunca ter conquistado uma estatueta oficial em categorias competitivas até o momento, a presença brasileira na premiação é notável e demonstra a qualidade e o reconhecimento internacional do cinema nacional.
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A categoria de Melhor Filme Internacional, anteriormente conhecida como Melhor Filme Estrangeiro, é onde o Brasil acumulou a maior parte de suas indicações. O país foi oficialmente indicado quatro vezes nesta categoria, um feito que demonstra a qualidade e o reconhecimento internacional de seus filmes.
Entre os filmes que se destacaram foram: “O Pagador de Promessas” (1963), um marco do cinema nacional, “O Quatrilho” (1996), que surpreendeu ao garantir sua vaga, “O Que É Isso, Companheiro?” (1998) e “Central do Brasil” (1999). A derrota de “Central do Brasil” para o filme italiano “A Vida é Bela” é considerada uma das maiores injustiças da Academia.
Em 1999, Fernanda Montenegro fez história ao se tornar a primeira latino-americana (e única brasileira até hoje) indicada ao prêmio de Melhor Atriz. Sua performance como Dora em “Central do Brasil” é considerada uma das maiores injustiças da Academia, tendo perdido a estatueta para Gwyneth Paltrow (“Shakespeare Apaixonado”).
Essa indicação consolidou o respeito internacional pela dramaturgia brasileira.
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Nos últimos anos, o cinema brasileiro tem demonstrado força nas categorias de não ficção e animação, acumulando indicações importantes. “Lixo Extraordinário” (2011), uma coprodução com o Reino Unido, “O Sal da Terra” (2015), sobre a vida e obra do fotógrafo Sebastião Salgado, e “Democracia em Vertigem” (2020), que documentou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, foram indicados em grandes premiações. “O Menino e o Mundo” (2016), um filme de Alê Abreu com um traço artesanal único, marcou a primeira vez que um longa brasileiro concorreu na categoria de animação, disputando contra gigantes como Disney e Pixar. “Rio” (2012), dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha, também recebeu uma indicação, mesmo sendo uma produção americana.
A primeira vez que o Brasil participou do Oscar foi em 1945, com a música “Rio de Janeiro”, de Ary Barroso, concorrendo a Melhor Canção Original pelo filme americano “Brazil”. O clássico “Orfeu Negro” (1959) venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, porém, embora filmado no Brasil com atores brasileiros e baseado em peça de Vinicius de Moraes, o prêmio foi creditado à França, país que financiou a produção.
A coprodução “O Beijo da Mulher Aranha” (1986), dirigida por Hector Babenco (argentino naturalizado brasileiro), rendeu o Oscar de Melhor Ator para William Hurt.
Grande parte das obras indicadas ao Oscar está disponível para assistir no streaming. “Central do Brasil” está disponível no Globoplay e Apple TV (aluguel), “Cidade de Deus” no Netflix, Max e Globoplay, “Democracia em Vertigem” no Netflix, “O Menino e o Mundo” no Globoplay e Apple TV (aluguel), “O Que É Isso, Companheiro?” no Globoplay e “Central do Brasil” no Globoplay/Apple TV (aluguel).
O legado do Brasil no Oscar vai muito além da ausência de vitórias. As indicações serviram para projetar a cultura nacional, abrir portas para diretores e atores em Hollywood e provar que a indústria cinematográfica brasileira possui qualidade técnica e artística para competir com as maiores do mundo.
A cada ano, novas produções como “Ainda Estou Aqui” renovam a esperança de trazer a primeira estatueta dourada para casa.
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