A expectativa é que o Brasil mantenha um volume significativo de exportação de carne bovina em 2026, estimando entre 3,3 milhões e 3,5 milhões de toneladas, mesmo com a implementação de medidas de salvaguarda pela China, seu principal parceiro comercial.
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A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) divulgou a projeção nesta segunda-feira (19).
Desafios e Ajustes no Mercado Chinês
Apesar das restrições impostas pela China, a Abiec acredita que a combinação de um déficit global de carne bovina, a estabilização da produção brasileira e a reação dos preços no mercado internacional compensarão as limitações. A entidade estima que cerca de 250 mil toneladas já estavam destinadas à China quando as salvaguardas entraram em vigor, embora a contabilização desse volume para as cotas de 2026 ainda esteja sendo definida.
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Reuniões e Negociações com a China
O governo federal brasileiro planeja se reunir com autoridades chinesas ainda nesta semana para discutir alternativas e mitigar os efeitos das medidas de salvaguarda. A Abiec defende que cotas não aproveitadas por outros países exportadores sejam realocadas para o Brasil.
Reuniões já ocorreram com o Ministério do Comércio da China (Mofcom), onde a posição chinesa focou no cumprimento do volume anual de 1,106 milhão de toneladas, com a gestão interna sendo responsabilidade do Brasil.
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Estabilidade Interna e Novos Mercados
No mercado interno, a avaliação é de estabilidade, com aproximadamente 70% da produção destinada ao consumo doméstico. A Abiec destaca oportunidades em outros países, como Indonésia e México, que continua sendo um destino relevante, apesar do fim de um plano de tarifas.
A cota estabelecida para o México é de 70 mil toneladas, com tarifa de 20% após esse limite.
Estratégias de Expansão e Projeções de Faturamento
A Abiec planeja ações de promoção comercial em diversos países e participação em feiras internacionais para ampliar mercados e agregar valor. A associação acredita que o faturamento pode se manter elevado, sustentado por preços internacionais mais firmes, especialmente em momentos de restrição de oferta, como observado na China.
O cenário geral é considerado positivo, com produção estável, demanda externa aquecida e espaço para o Brasil conquistar novos mercados.
