Brasil: Lula aponta como ser “Arábia Saudita do biocombustível” em Hannover 2026

Lula afirma: Brasil pode ser “Arábia Saudita do biocombustível”! Veja o teste em Hannover que prova o poder das renováveis.

20/04/2026 13:07

3 min

Brasil: Lula aponta como ser “Arábia Saudita do biocombustível” em Hannover 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Brasil em Posição Única para Liderar Combustíveis Renováveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta segunda-feira, dia 20, que o Brasil possui um potencial imenso para se destacar no cenário global de energia. A fala ocorreu durante uma coletiva de imprensa realizada em Hannover, após sua participação na Feira Industrial de Hannover 2026.

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Para o presidente, o histórico de desenvolvimento do país é o pilar dessa ambição. O Brasil não só é um grande produtor e exportador de petróleo, mas também demonstrou capacidade de inovação ao apostar no Pró-Álcool na década de 1970 e, mais recentemente, no biodiesel no início do século XXI.

A Soberania Energética e o Potencial do Biocombustível

Lula enfatizou que os combustíveis renováveis representam uma questão de soberania nacional. Ele ressaltou que o país, mesmo sendo autossuficiente em petróleo, teve a ousadia de desenvolver o Pró-Álcool e, posteriormente, o biocombustível, alcançando sucessos notáveis.

“Eu acho que o Brasil pode se transformar em uma espécie de Arábia Saudita do biocombustível, dos combustíveis renováveis”, afirmou o chefe do Executivo brasileiro. Ele destacou a necessidade de defender alternativas para a descarbonização do planeta, posicionando-se como um defensor firme dos biocombustíveis.

Demonstração Prática em Hannover

Na mesma ocasião, o presidente mencionou um teste realizado no dia em Hannover. O experimento, conduzido por um especialista alemão que mede emissões de gases de efeito estufa para fabricantes locais, envolveu um caminhão alemão em uma estrada alemã.

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O teste visava desmistificar o uso de combustíveis renováveis brasileiros. Lula explicou que o combustível renovável nacional emitiu significativamente menos CO₂ que o combustível fóssil, chegando a uma redução de até 90% de emissões de CO₂.

Entendendo a Métrica de Emissão

A métrica utilizada no teste é conhecida como “da roda ao eixo”, o que significa que ela mede as emissões apenas no trajeto percorrido pelo veículo, e não considerando o ciclo completo de produção. Segundo o presidente, o objetivo era comprovar a eficiência do combustível brasileiro e combater resistências ao uso de fontes limpas no transporte.

O chanceler alemão Friedrich Merz, presente na coletiva, reforçou essa visão, defendendo os biocombustíveis como parte essencial da transição energética. Ele argumentou que o Brasil possui grande capacidade de produção de biodiesel e álcool, tecnologias que não devem ser descartadas, mesmo com o avanço dos carros elétricos.

O Papel do Brasil na Transição Energética Global

Lula aproveitou o evento para apresentar dados sobre a matriz energética brasileira. Atualmente, o país mistura 30% de etanol na gasolina e 15% de biodiesel no diesel, e já conta com caminhões operando com 100% de biodiesel.

O mandatário também apontou que cerca de 89% da matriz elétrica brasileira é renovável, um número que contrasta com as projeções da União Europeia para 2050. Ele ressaltou que, no ano passado, o Brasil já atingia 53% de participação de fontes renováveis no consumo total de energia.

Potencial de Expansão Sustentável

Um argumento central apresentado foi o vasto potencial de terras degradadas. Lula informou que o Brasil dispõe de 40 milhões de hectares dessas áreas, o que permitiria expandir a oferta de energia sem impactar áreas agrícolas ou florestais.

Adicionalmente, o presidente mencionou a queda de 50% no desmatamento na Amazônia em um período de dois anos e oito meses de governo. A visita à Alemanha também serviu para defender a entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia, previsto para 1º de maio, e para anunciar acordos bilaterais em áreas como inteligência artificial e bioeconomia.

O fluxo comercial entre Brasil e Alemanha foi de US$ 21 bilhões no ano passado, e o investimento direto alemão no Brasil ultrapassa US$ 40 bilhões.

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