Estratégias de Retenção e Conversão no Varejo
O processo de compra, antes apenas uma transação financeira, tornou-se o foco principal das estratégias de retenção e conversão no varejo, tanto no Brasil quanto globalmente. Essa mudança é impulsionada pela tecnologia, pelo entendimento do comportamento do consumidor e pelo uso da inteligência artificial em diversas áreas de negócio.
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O Brasil, reconhecido por sua digitalização financeira, apresenta tendências observadas na NRF Big Show 2026, um evento de varejo de destaque.
Omnichannel e Consistência da Experiência
A discussão sobre omnichannel evoluiu. Não basta estar presente em diversos canais; é crucial garantir uma experiência idêntica em cada ponto de contato. O consumidor moderno espera uma fluidez total. Se a loja física não oferece a mesma facilidade do aplicativo, a marca cria atrito e perde relevância.
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A principal barreira reside na identidade fragmentada dos dados do cliente.
Carteiras Digitais e Pagamentos Alternativos
Carteiras digitais e métodos alternativos de pagamento (APMs) deixaram de ser nichos e se tornaram protagonistas no e-commerce global. A otimização da interface de pagamento, como demonstrado em casos reais na NRF, resultou em redução do tempo de checkout (até 20 segundos) e aumento da conversão (até 30%), especialmente com a oferta dos três métodos de pagamento preferidos no Brasil: Pix, cartão e carteiras digitais.
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Além disso, a facilidade de pagamento incentiva compras maiores, com um aumento médio do tíquete de US$ 91 para US$ 109.
Segurança e Inovação no Pagamento
A segurança é um fator crucial no consumo moderno. A tokenização substitui os números de cartão, protegendo os dados sensíveis. A migração da segurança do conhecimento (senhas) para a identidade (biometria), através de Face ID e Touch ID, aumenta a segurança e as taxas de autorização bancária.
Essa evolução acelera o movimento “cashless” e reduz custos operacionais e erros.
Novas Fronteiras no Comércio
O Agentic Commerce, o comércio mediado por agentes de IA, representa uma nova fronteira. A IA assume a tarefa de compra, monitorando preços e executando compras automaticamente. Em compras recorrentes, isso transforma a aquisição, a consideração e a retenção do cliente.
Os Tokens de Intencionalidade permitem que o consumidor defina regras de gasto, operadas por contratos inteligentes. No comércio internacional, as stablecoins oferecem pagamentos globais rápidos e com menor custo operacional.
Conclusão
A transformação no varejo está criando uma relação mais profunda entre empresas e consumidores, baseada em dados, confiança e agilidade. O Brasil, com o Pix consolidado e a infraestrutura para ativos tokenizados, está em posição privilegiada para liderar essa nova era do comércio.
