Mercado Brasileiro de Fusões e Aquisições Retoma Crescimento em 2025
Em 2025, o mercado brasileiro de fusões e aquisições apresentou um notável retorno ao crescimento, impulsionado por uma confiança renovada nas execuções de negócios. Segundo dados da Aon, em parceria com a TTR Data e a Datasite, e divulgados exclusivamente pela EXAME, o país registrou 1.877 transações que movimentaram US$ 56,41 bilhões (cerca de R$ 293 bilhões na cotação da época).
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Esse desempenho representa um aumento de 7% no volume de operações e de 15% no valor agregado em comparação com 2024, consolidando o Brasil como líder isolado em M&A na América Latina.
Tendências e Fatores Impulsionadores
A alta na atividade de M&A em 2025 refletiu uma mudança no perfil das operações, que se tornaram maiores, mais complexas e com um volume de capital significativamente superior. Essa tendência também se traduziu em uma maior rigorosidade por parte dos compradores e vendedores, que buscaram minimizar os riscos e garantir a segurança das transações.
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A crescente profissionalização do mercado e a busca por mecanismos de proteção e mitigação de riscos foram elementos-chave para o sucesso das operações.
Principais Transações de 2025
Entre as operações mais relevantes do ano, destacou-se a venda da Odata Brasil, avaliada em R$ 10,9 bilhões, que impulsionou o interesse global por infraestrutura de dados. A aquisição foi realizada por um consórcio formado por AI Infrastructure Partners, Global Infrastructure Partners (GIP) e MGX, com capital dos Estados Unidos e dos Emirados Árabes Unidos.
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Outras transações importantes incluem a compra da Neoenergia por Iberdrola, a venda de estoques e produtos imobiliários da JHSF, e a aquisição dos ativos de mineração da Equinox Gold. Essas operações, juntamente com a transação envolvendo a Braskem, contribuíram para manter o Brasil na liderança do M&A na América Latina.
Panorama da América Latina
Na América Latina, foram registradas 3 mil transações, com um crescimento de 1% no volume e de 19% no valor agregado. O Chile se manteve em segundo lugar em volume, seguido pelo México, Colômbia, Argentina e Peru. O mercado latino-americano enfrentou um ano desafiador, com um volume menor de transações, mas com um aumento significativo no valor agregado das operações.
Valuations mais racionais e maior disciplina financeira foram observados.
Investimentos Estrangeiros e Domésticos
Empresas brasileiras realizaram 58 aquisições nos Estados Unidos, seguidas por operações no Chile. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, lideraram os investimentos estrangeiros no Brasil. Fundos estrangeiros de Private Equity e Venture Capital avançaram 18% no ano.
O segmento de Private Equity registrou 119 transações, que totalizaram US$ 10,21 bilhões, alta de 11% em volume. Em Venture Capital, foram 367 rodadas, que movimentaram US$ 2,61 bilhões. O segmento de Asset Acquisitions somou 352 transações e US$ 13,16 bilhões, crescimento de 14% em relação a 2024.
