Brasil Investiga Caminhos Inovadores para Cadeia de Terras Raras em 2026

Brasil Busca Consolidar Cadeia de Terras Raras com Desafios Tecnológicos e Ambientais
O Brasil enfrenta desafios significativos para estabelecer uma cadeia produtiva robusta em terras raras, um grupo de 17 elementos químicos metálicos cruciais para a fabricação de produtos de alta tecnologia, como veículos elétricos e turbinas eólicas.
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Segundo a avaliação do professor Fernando Landgraf, da Escola Politécnica da USP, a capacidade de superar esses obstáculos depende da habilidade de obter carbonato, o composto que precede a separação dos elementos, e não apenas do potencial das reservas de terras-raras.
A FAPESP Week Londres, realizada em Londres em junho de 2026, buscou ampliar a colaboração científica entre pesquisadores brasileiros e do Reino Unido em áreas estratégicas. Landgraf destacou a necessidade de transparência das mineradoras em relação aos impactos químicos da extração e a complexidade da separação dos elementos, devido às variações nas composições das argilas iônicas encontradas no país.
Desafios na Separação e Produção de Ímãs
O processo de separação exige domínio da tecnologia de extração por solventes e a capacidade de lidar com contaminantes presentes no minério, como óxidos de alumínio e ferro. A China, com décadas de experiência, divulga poucas informações técnicas sobre esse processo, o que dificulta o aprendizado.
Landgraf sugere uma possível frente de cooperação com o Reino Unido na fabricação de ímãs e no monitoramento ambiental da mineração.
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Desenvolvimento de Competências e Projetos em Andamento
O Brasil já construiu parte da base científica necessária para avançar na cadeia produtiva, com iniciativas como o INCT Patria e o INCT Materia. Pesquisas sobre separação de elementos são conduzidas no Cetem, Poli-USP, IPT e Ipen, com o IPT trabalhando na obtenção de neodímio metálico e na fabricação da liga ferro-neodímio-boro.
A fabricação de ímãs por impressão 3D está sendo estudada em Minas Gerais, com um laboratório-fábrica sendo implantado pelo Senai com apoio da UFSC.
Metas de Produção e Impacto Econômico
A demanda global por ímãs está em ascensão, com projeções de 150 mil toneladas por ano. Se a produção brasileira atingir 20 mil toneladas por ano, as mineradoras atenderiam atualmente menos de 6% dessa demanda. No entanto, com os projetos de mineração anunciados, o percentual pode crescer significativamente.
O pesquisador estima que cada tonelada de ímã demanda aproximadamente 2 toneladas de carbonato.
Conclusão
O Brasil possui um potencial considerável para se tornar um player importante na cadeia de terras raras, mas o sucesso depende da superação de desafios tecnológicos e ambientais, bem como do desenvolvimento de competências locais na extração, separação e fabricação de ímãs de alta potência.
A colaboração internacional e o investimento em pesquisa e desenvolvimento são elementos-chave para alcançar esse objetivo.
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