Brasil destinará R$ 88 bilhões para saneamento básico em leilões, buscando universalização até 2033. Instituto Trata Brasil destaca articulação entre governo e estados para cidades menores
O Brasil planeja investir R$ 88 bilhões em leilões de saneamento básico para o próximo ano, conforme revelado por fontes. O principal desafio agora é garantir que investimentos cheguem aos municípios menores, que frequentemente ficam à margem de grandes projetos e precisam avançar na oferta de acesso à água e tratamento de esgoto.
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Luana Siewert Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, enfatiza a necessidade de articulação entre o governo federal e os estados para auxiliar os municípios menores na universalização do saneamento até 2033. Ela destaca que o Estado deve assumir um papel de suporte, pois cidades de médio porte conseguem buscar financiamento, como no caso de Joinville, onde ela atuou, mas as cidades menores enfrentam dificuldades.
Pretto sugere que algumas cidades se unirão a outras ou buscarão ajuda externa, devido à falta de infraestrutura e expertise para tomar decisões. O estado de São Paulo serve como um exemplo positivo, com o governo estadual auxiliando municípios que não estão no contrato da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), buscando soluções para essas localidades.
A articulação estadual e até uma orientação federal serão cruciais para garantir que todos os municípios, mesmo os menores, participem do processo de universalização.
A questão do prazo para a universalização do saneamento é um ponto de debate, com o ministro das Cidades se posicionando contra a ampliação. A Trata Brasil se opõe à extensão do prazo, argumentando que qualquer postergação cria uma zona de conforto e pode levar à inércia dos governantes.
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O setor tem um número suficiente de players para os leilões que estão por vir, e empresas como Axion e Equatorial estão migrando para o setor de saneamento, o que é positivo. No entanto, a conscientização da população e o fortalecimento das agências reguladoras são desafios fundamentais.
A conscientização da população é essencial, pois muitas vezes as pessoas não querem se conectar à rede de água, achando que a água do poço é melhor. O setor tem um número suficiente de players para os leilões que estão por vir, e empresas como Axion e Equatorial estão migrando para o setor de saneamento, o que é positivo.
No entanto, a conscientização da população e o fortalecimento das agências reguladoras são desafios fundamentais.
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