Brasil intensifica monitoramento e preparações para crise na Venezuela; governo mobiliza profissionais de saúde e reforça ações na fronteira
O Ministério da Saúde, liderado pelo ministro Alexandre Padilha, declarou que o Brasil está em estado de prontidão para responder a possíveis impactos da crise na Venezuela. Até o momento, não houve aumento significativo no fluxo migratório, mas o governo intensificou as medidas de monitoramento e preparou planos de contingência.
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A prioridade é proteger os cidadãos brasileiros e minimizar os efeitos de um eventual deslocamento de pessoas, garantindo o acolhimento na fronteira.
Padilha informou que mais de 40 profissionais de saúde estão mobilizados nas áreas de Pacaraima e Boa Vista, com a possibilidade de ampliar a estrutura local com equipamentos e pessoal, sem a necessidade de um hospital de campanha. Uma avaliação da infraestrutura de saúde em Pacaraima indicou que a estrutura existente pode ser reforçada para atender a demandas adicionais.
O Hospital Universitário Federal de Roraima, inaugurado em 2024, está disponível como retaguarda, caso seja necessário ampliar o atendimento. O ministro Padilha ressaltou a experiência da crise de oxigênio em Manaus durante a pandemia de Covid-19, quando a Venezuela forneceu 130 mil metros cúbicos de oxigênio ao Brasil, demonstrando a disposição de colaboração.
O controle da fronteira terrestre é responsabilidade das Forças Armadas, conforme estabelecido na Constituição. Em 2023, a presença militar na região Norte foi reforçada, em resposta a ameaças do governo venezuelano no contexto da crise com a Guiana.
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O reforço incluiu blindados, armamentos e um contingente de aproximadamente 10 mil a 12 mil militares, mas a atuação foi pontual e sem novas levas desde então.
O Brasil foi acionado pela Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) para auxiliar o sistema de saúde venezuelano, após um ataque que comprometeu o principal centro de distribuição de insumos médicos em La Guaira, afetando cerca de 16 mil pacientes.
O ministro Padilha enfatizou que essa ajuda humanitária não impacta o atendimento interno, sendo uma resposta de solidariedade regional.
Há questionamentos sobre a operação militar dos EUA na Venezuela, sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU. O presidente Donald Trump anunciou a operação, que envolveu ataques e neutralização de sistemas de defesa aérea venezuelanos, com o objetivo de capturar o presidente Nicolás Maduro.
As ações geraram debates sobre o cumprimento de leis e a legitimidade da intervenção.
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