Brasil: Fitch Ratings Vê Melhora no Rating Ligada a Plano Fiscal Sustentável!
Fitch Ratings eleva nota do Brasil! A agência destaca que a melhora no rating depende de plano fiscal sustentável. Saiba mais!
Fitch Ratings Vê Melhora no Rating do Brasil Ligada a Plano Fiscal Sustentável
A Fitch Ratings reafirmou que a elevação da nota de crédito do Brasil para ‘BB+’ depende crucialmente de um plano fiscal robusto e confiável, com foco na estabilização da dívida a médio prazo. Atualmente, o país possui um rating de ‘BB’ com perspectiva estável, o que o coloca apenas dois passos abaixo do grau de investimento.
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Em um relatório em formato de perguntas e respostas (Q&A), distribuído a clientes nesta quarta-feira (18), a agência destaca que a principal preocupação reside na fragilidade da posição fiscal do Brasil. A expectativa é que um ajuste fiscal significativo, e não apenas um ajuste completo, seja fundamental para gerar confiança nos investidores.
A Fitch ressalta que, independentemente do resultado das eleições de 2026, qualquer governo que assuma o cargo deverá buscar novas medidas de consolidação fiscal. No entanto, a velocidade e a estratégia adotada dependerão do partido vencedor.
A agência reconhece que um governo de direita pode ser mais propenso a implementar cortes mais profundos nos gastos públicos, mas alerta para os desafios inerentes a qualquer cenário eleitoral. Mesmo o Congresso atualmente conservador tem demonstrado resistência a medidas mais rigorosas de controle de gastos.
Apesar da manutenção de juros elevados, que continuam a impactar a demanda doméstica, a Fitch observa que a melhora no déficit primário do país e as operações de empréstimo devem aliviar a desaceleração do consumo. Além disso, o mercado de trabalho aquecido no Brasil continua a impulsionar o consumo.
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A agência também avalia a situação da América Latina, onde a maioria dos países mantém suas classificações com perspectiva estável, indicando uma relativa estabilidade no portfólio da região. Apenas cinco economias possuem grau de investimento, com o México apresentando a classificação mais baixa e perspectiva estável.
A Fitch não prevê, no entanto, que haja uma revisão negativa das classificações na região em 2026.
A agência destaca o potencial do Paraguai para alcançar o grau de investimento sob certas condições, ressaltando que a consolidação fiscal ainda é desigual na região, com países maiores enfrentando maiores déficits e encargos de dívida.
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