Brasil Perde Força na Economia Global
O Brasil tem enfrentado dificuldades para manter sua participação na economia mundial nas últimas décadas. Especialistas da CNN Money apontam que problemas como entraves fiscais, baixa produtividade e o alto custo do governo são responsáveis por essa perda de espaço no Produto Interno Bruto (PIB) global.
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Dados do Banco Mundial mostram que, entre 1980 e 1990, o país saiu de uma participação de 2,96% no PIB mundial para mais de 3,5%. Nos anos seguintes, essa porcentagem praticamente não avançou, oscilando entre 3,2% e 3,4%.
Fim do Bônus Demográfico Urge Mudanças
Um momento crítico é o fim do “bônus demográfico”, o período em que a população brasileira era jovem e crescente. Segundo Lucas Ferraz, ex-secretário de Comércio Exterior, o país corre o risco de ver a renda média por pessoa diminuir ou até mesmo cair se não conseguir produzir mais com a mesma quantidade de trabalhadores. “O crescimento da força de trabalho está diminuindo rapidamente”, comenta Ferraz.
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Desafios para o Crescimento Econômico
Economistas alertam que o tamanho do Estado brasileiro é um grande obstáculo. Fabio Kanczuk, diretor de Macroeconomia do ASA, destaca que o Estado excessivo causa distorções nos impostos, dificultando o crescimento das empresas. “Empresas pagam muitos impostos e têm dificuldade em investir em novas tecnologias”, explica Kanczuk.
Comparativo com Outras Economias
Em comparação com outros países, o crescimento da China, Vietnã, Índia e Bangladesh foi significativamente maior nos últimos 25 anos. O Cazaquistão, mesmo sendo um país com economia menor, também apresentou um crescimento superior a 183% nesse período.
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Essa disparidade demonstra a necessidade de reformas estruturais no Brasil.
Tarifas Elevadas e Concorrência
Além dos problemas internos, tarifas elevadas em relação ao resto do mundo também prejudicam a economia brasileira. Isso reduz a concorrência externa e diminui o incentivo para a adoção de novas tecnologias. “O Brasil cobra tarifas muito altas, o que dificulta a absorção de melhores práticas”, afirma Kanczuk.
