Brasil em Crise: Desmatamento Reduzido, Mas Queimadas Históricas e R$ 38 Bilhões em Prejuízos!

Brasil enfrenta contradições em meio ambiente em 2024! Desmatamento reduzido, mas queimadas históricas causam R$ 38 bilhões em prejuízos. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Brasil Registra Contradições em Meio Ambiente em 2024

O ano de 2024 apresentou um quadro complexo para o Brasil em relação às mudanças climáticas. Apesar de avanços institucionais, como a redução de 32,4% no desmatamento e a queda nas emissões de carbono, o ano foi marcado por uma disparada histórica de queimadas e prejuízos econômicos significativos.

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O Anuário Estadual de Mudanças Climáticas, a segunda edição, traz uma análise abrangente das políticas climáticas dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, revelando um retrato contraditório de progresso e desafios.

Desmatamento Reduzido, Mas Queimadas Aumentam

Apesar da redução de 32,4% no desmatamento, totalizando 1,24 milhão de hectares, o ano de 2024 registrou uma onda de incêndios sem precedentes. Os prejuízos econômicos foram estimados em R$ 38 bilhões, impulsionados por eventos climáticos extremos.

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A situação é preocupante, pois o controle do desmatamento sozinho não é suficiente, já que as queimadas continuam a avançar, alimentadas pelas mudanças climáticas.

Emissões Caem, Mas Uso da Terra Continua a Liderar

O Brasil emitiu 2,1 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente em 2024, com uma queda em relação a anos anteriores. Essa redução foi principalmente impulsionada pela diminuição do desmatamento, confirmando o setor de uso da terra como principal emissor do país.

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A agropecuária segue como o segundo maior setor emissor, seguida pelo setor de energia, com destaque para o transporte rodoviário, responsável por mais de 90% das emissões do setor em muitos estados.

Desastres Custam R$ 38 Bilhões

O ano de 2024 foi marcado por eventos climáticos severos, incluindo estiagens, chuvas intensas e incêndios florestais, resultando em 4.699 ocorrências. Os prejuízos econômicos superaram os R$ 38 bilhões, com o Rio Grande do Sul concentrando as perdas mais expressivas devido às enchentes históricas que atingiram o estado no ano anterior.

O custo desses impactos superou em muito os desembolsos estaduais com adaptação e prevenção de riscos.

Avanços Institucionais e Assimetrias

O anuário identifica avanços na implementação de políticas climáticas em alguns estados, como Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Piauí, que possuem Planos de Ação Climática integrados. No entanto, a situação é desigual, com muitos estados ainda sem planejamento climático completo ou sem fundos climáticos estruturados.

A dimensão da adaptação também é defasada, com apenas quatro estados concluindo planos específicos nessa área.

Transição do Transporte Urbano: Desafios e Oportunidades

A transição do transporte urbano apresenta desafios significativos, com o transporte rodoviário ainda respondendo por mais de 90% das emissões do setor em grande parte do país. No entanto, alguns estados, como Acre, Espírito Santo e Rio Grande do Norte, já institucionalizaram o uso de ferramentas como o monitoramento de desmatamento para gerenciar recursos climáticos.

São Paulo se destaca pela adoção de combustíveis renováveis e pela expansão da frota de ônibus elétricos.

Alinhamento de Metas Nacionais e Estaduais

O anuário aponta para a necessidade de alinhar as metas nacionais com as metas estaduais, especialmente no que diz respeito ao uso de pastagens degradadas, que possuem potencial de conversão sustentável, combinando aumento de produtividade com redução de emissões e restauração ambiental.

A ministra Marina Silva enfatiza a importância de uma abordagem adaptada às especificidades de cada estado, reconhecendo que o combate ao desmatamento deve ser a prioridade.

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