Desemprego Atinge Mínimos Históricos em 19 Estados e no Distrito Federal em 2025
Em 2025, o Brasil registrou um cenário notável no mercado de trabalho, com 19 estados e o Distrito Federal alcançando a menor taxa de desemprego da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) iniciada em 2012.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 20 de janeiro, revelam um dinamismo no mercado de trabalho que contribuiu para essa redução expressiva. A pesquisa, que abrange todas as formas de ocupação, incluindo formal e informal, oferece um panorama detalhado das desigualdades regionais e das condições de trabalho no país.
Principais Estados com Taxas de Desemprego Recordes
Entre os estados que se destacaram com as menores taxas de desemprego, encontramos Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso (2,2%), Mato Grosso do Sul (3%), Espírito Santo (3,3%), Paraná (3,6%) e Rio Grande do Sul (4%). Esses números refletem um cenário de crescimento econômico e geração de empregos em diversas regiões do país.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A pesquisa do IBGE considera a procura ativa por emprego, com a pessoa sendo considerada desocupada apenas se tiver procurado por uma vaga nos 30 dias anteriores à coleta de dados.
Desempenho Regional e Desigualdades
Apesar do cenário positivo em algumas regiões, a pesquisa também expõe desigualdades significativas. O Distrito Federal, com uma remuneração média superior à média nacional, lidera o ranking com R$ 6.320, seguido por São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
A informalidade do mercado de trabalho também se destaca, com o Maranhão liderando o ranking com 58,7%, seguido por Pará (58,5%) e Bahia (52,8%). Essa alta taxa de informalidade reflete a dificuldade de acesso a empregos formais e a proteção social oferecida por contratos de trabalho registrados.
Informalidade e Renda no Mercado de Trabalho
A pesquisa do IBGE permite identificar a relação entre informalidade e renda. A média nacional de renda mensal do trabalhador em 2025 foi de R$ 3.560. No entanto, essa média varia significativamente entre os estados, com o Distrito Federal apresentando a maior remuneração (R$ 6.320) e Tocantins registrando a menor média (R$ 3.129).
Essa diferença reflete a concentração de empregos de alta qualificação e remuneração na capital federal, onde a maior parte dos funcionários públicos possui salários superiores à média da iniciativa privada.
Considerações Finais
Os dados da PNAD em 2025 indicam um cenário promissor para o mercado de trabalho brasileiro, com a redução da taxa de desemprego e a melhoria das condições de trabalho em diversas regiões. No entanto, a persistência da informalidade e as desigualdades regionais exigem políticas públicas que promovam a geração de empregos formais, a qualificação profissional e a redução das disparidades econômicas entre as diferentes regiões do país.
A análise detalhada da pesquisa do IBGE oferece um importante instrumento para o planejamento e a formulação de políticas que visem a um mercado de trabalho mais justo e inclusivo.
