Comércio Brasil-Venezuela despenca: superávit cai 84% e Venezuela perde relevância como destino de exportações brasileiras. Declínio acentuado no balanço comercial
O balanço comercial entre Brasil e Venezuela passou por uma transformação significativa nas últimas duas décadas. Dados do sistema ComexStat, do Mdic, revelam uma queda drástica no superávit, que atingiu US$ 4,59 bilhões em 2008, contra US$ 489 milhões em 2025.
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As exportações brasileiras para a Venezuela sofreram uma redução acentuada. Em 2008, o volume de exportações alcançou US$ 5,13 bilhões, enquanto, no acumulado de janeiro a dezembro de 2025, esse número caiu para US$ 838 milhões. Essa diminuição representa uma queda percentual de 83,7%.
A Venezuela perdeu relevância como destino das exportações brasileiras. Em novembro de 2025, o país ocupava a 52ª posição, com uma participação de apenas 0,24% no total das exportações nacionais. Essa participação foi historicamente baixa, não ultrapassando os 3% mesmo no auge do comércio bilateral em 2007 e 2008 (2,9% e 2,6% respectivamente).
No âmbito das importações, a Venezuela também perdeu importância. O Brasil comprou US$ 349 milhões da Venezuela em 2025, uma diminuição em relação aos US$ 422 milhões registrados em 2024. Os produtos mais adquiridos incluíram fertilizantes (44,6%), alumínio (27,6%) e metanol (14,5%).
A instabilidade econômica da Venezuela, agravada por sanções dos Estados Unidos, influenciou diretamente a capacidade de compra do país vizinho e, consequentemente, a relação comercial com o Brasil. A situação se agravou com eventos específicos, impactando a economia venezuelana.
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