Brasil se destaca em ranking global de felicidade, mas ainda tem espaço para melhorar
O Brasil ocupa a 7ª posição entre 29 países na pesquisa global do Ipsos Happiness Report 2026, um estudo que avalia os níveis de felicidade da população em diferentes nações. A pesquisa, realizada entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, envolveu a entrevista de 23.268 adultos em 29 países.
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Os resultados revelam um cenário interessante, com o Brasil apresentando um bom desempenho, mas ainda com oportunidades de crescimento na percepção de bem-estar.
Entre os cerca de 1 mil brasileiros entrevistados, a grande maioria – 80% – se declarou feliz ou muito feliz. Esse número é superior à média global de 74% da população. A distribuição entre os entrevistados mostra que 28% se sentem “muito felizes”, 52% se consideram “felizes” e 15% relatam estar “não muito felizes”.
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Apenas 5% se declararam “nada felizes”. A pesquisa demonstra que, para o brasileiro, o sentimento de ser amado é o principal fator que contribui para a felicidade (34%), seguido pela saúde física e mental (31%), pelo relacionamento com a família e os filhos (29%), pela sensação de controle sobre a própria vida (29%) e pela crença de que a vida tem um propósito (27%).
Fatores que influenciam a felicidade
Em termos globais, a pesquisa identificou uma melhora geral na percepção de felicidade em 25 dos 29 países analisados. Os países com as maiores taxas de felicidade são Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México e Colômbia (ambos com 83%). A análise também revelou tendências interessantes relacionadas à idade e à renda.
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A felicidade tende a ser mais alta na juventude, diminuindo por volta dos 50 anos e, posteriormente, aumentando novamente após os 70 anos. No Brasil, por exemplo, a parcela de pessoas entre 50 e 74 anos que se declara “muito feliz” ou “bastante feliz” é de 82%, representando a maior média por faixa etária.
Além disso, a pesquisa demonstrou uma correlação entre renda e felicidade. Indivíduos com maior renda tendem a se sentir mais felizes (79%) em comparação com aqueles com menor renda (67%). A pesquisa também apontou que a situação financeira é um fator importante para todas as gerações no Brasil, com a ordem de importância sendo: Baby Boomers (68%), Geração X (62%), Millennials (49%) e Geração Z (49%).
“Não importa a sua idade, onde você mora ou quanto você ganha. Se você está infeliz, suas finanças pessoais são a causa mais provável dessa infelicidade”, afirma Lucymara Andrade, diretora de pesquisas na Ipsos, empresa que coletou os dados.
A amostra de respondentes no nosso país era mais urbana, mais educada e/ou com maior renda do que a população brasileira como um todo.
