Brasil e Mercosul em disputa acirrada pela cota de carne bovina à UE!

Brasil busca destaque na cota de carne com a União Europeia! Disputa acirrada no Mercosul pela distribuição de 99 mil toneladas. Abiec defende critérios

30/04/2026 14:52

2 min

Brasil e Mercosul em disputa acirrada pela cota de carne bovina à UE!
(Imagem de reprodução da internet).

A divisão da cota de carne bovina no acordo com a União Europeia tem gerado uma forte mobilização no setor exportador brasileiro. A preocupação central é a forma como o volume total de 99 mil toneladas será distribuído entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, membros do Mercosul.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Associação Brasileira de Indústria de Carnes (Abiec) defende uma abordagem que considere a capacidade real de cada país em fornecer carne, em vez de uma divisão igualitária.

Critérios Técnicos na Distribuição

A Abiec argumenta que a divisão da cota deve levar em conta fatores como a escala de produção, a regularidade das ofertas, a conformidade sanitária e a adequação do produto para o mercado europeu. A entidade enfatiza que o objetivo é garantir que a cota negociada seja totalmente utilizada, maximizando os benefícios do acordo para o setor produtivo brasileiro.

A lógica é que uma divisão meramente aritmética poderia levar ao desperdício de capacidade.

Posições Divergentes no Mercosul

O Paraguai, atualmente na presidência temporária do Mercosul, propõe uma divisão igualitária, com aproximadamente 24,75 mil toneladas para cada país. No entanto, o Brasil resiste a essa proposta. A expectativa é que uma regra mais clara de distribuição seja definida apenas a partir do próximo ano, mantendo a disputa aberta dentro do bloco.

Leia também

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Contexto Histórico e Tendências

Dados históricos, desde 2004, mostram que o Brasil detém a maior fatia das exportações de carne bovina para a União Europeia, com 42,5% do volume total, seguido pela Argentina (29,5%), Uruguai (21%) e Paraguai (7%). Essa distribuição reflete o peso relativo das exportações de cada país e reforça o argumento do setor brasileiro de que a distribuição deve ser baseada na capacidade efetiva de fornecimento, e não apenas em critérios de igualdade entre os membros do Mercosul.

Atualmente, o Brasil já exporta carne bovina para a União Europeia dentro de um sistema de cotas mais restrito, com um volume de 8,9 mil toneladas e tarifa de 20%. Para além desse limite, as tarifas podem variar de 40% a 90%, dependendo da situação.

O novo acordo visa ampliar o acesso ao mercado europeu, mas mantém a lógica de limitação por volume, o que torna crucial a forma como a cota será distribuída dentro do Mercosul.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!