Brasil e Irã consolidam parceria comercial, com milho como principal exportação em 2025. Ameaça de tarifas dos EUA preocupa setor.
O Irã representa um importante mercado para o Brasil, consolidando-se como o 31º parceiro comercial do país. O Brasil exporta produtos do agronegócio, mantendo um superávit no comércio bilateral desde 1998, um período que se iniciou em 1997. Essa dinâmica comercial é marcada pela forte presença de commodities agrícolas brasileiras no mercado iraniano, impulsionada pela crescente demanda por alimentos básicos no Irã.
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Em 2025, o milho se destaca como a principal exportação brasileira para o Irã, representando 67,9% do total das exportações, com um valor de US$ 1,9 bilhão. A soja, com aproximadamente 19,3% do total, alcança cerca de US$ 563 milhões. Outros produtos agroindustriais, incluindo açúcar e confeitaria, farelos vegetais e produtos petrolíferos, também contribuem para o volume das exportações brasileiras.
As importações brasileiras do Irã, por outro lado, são relativamente modestas em comparação com o fluxo de exportações. Os principais produtos importados incluem fertilizantes, como a ureia, utilizados como insumos agrícolas, e frutas secas e nozes, como pistache e frutas secas, embora em volumes modestos.
A relação comercial Brasil-Irã ganhou nova dimensão em 2025 devido às ameaças de tarifas impostas pelos Estados Unidos. Donald Trump anunciou que países com relações comerciais com o Irã poderiam enfrentar tarifas adicionais de até 25% sobre produtos exportados aos EUA, visando pressionar economicamente o regime de Teerã, em meio a tensões políticas e protestos internos.
Essa situação adiciona um elemento de risco às relações comerciais entre Brasil e Irã, mesmo com um superávit robusto para o Brasil.
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Empresas brasileiras exportadoras e autoridades do setor de comércio exterior precisam monitorar a evolução das políticas tarifárias norte-americanas. O vice-presidente Geraldo Alckmin, titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), expressou ceticismo em relação à confirmação da ameaça e à aplicação de novas tarifas.
Ele ressaltou que mais de 70 países já exportam para o Irã, incluindo alguns europeus.
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