Brasil e Índia Firmam Parcerias para Produção Nacional de Medicamentos Oncológicos
O Ministério da Saúde celebrou, em Nova Delhi, na Índia, três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) com foco na fabricação de medicamentos oncológicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). Os acordos representam um investimento inicial estimado em até R$ 722 milhões no primeiro ano, com potencial de alcançar R$ 10 bilhões em uma década.
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Essas parcerias visam garantir o acesso a tratamentos essenciais e reduzir a dependência do Brasil na importação de medicamentos.
Medicamentos Envolvidos nas Parcerias
Os acordos contemplam a produção nacional de três medicamentos: pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe. A expectativa é que a produção local fortaleça a segurança e a disponibilidade desses tratamentos para pacientes que necessitam.
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Parcerias Específicas
A produção do nivolumabe será realizada em colaboração entre a Bahiafarma, a Bionovis e a Dr. Reddy’s Laboratories. O pertuzumabe envolverá a Bahiafarma, a Bionovis e a Biocon Biologics do Brasil. Já o dasatinibe será produzido através da parceria entre a Fundação para o Remédio Popular (FURP), a Biocon Pharma e a Nortec Química.
Cooperação Bilateral Ampliada
Além das PDPs, foi assinado um termo aditivo ao Memorando de Entendimento entre Brasil e Índia, que estende a cooperação bilateral em saúde por mais cinco anos. Essa ampliação inclui projetos conjuntos em áreas como produção de medicamentos, vacinas, insumos farmacêuticos ativos, biofabricação, saúde digital e inteligência artificial.
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A colaboração visa impulsionar o desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor de saúde.
Fiocruz Fortalece Parcerias de Pesquisa
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também estabeleceu dois Memorandos de Entendimento com empresas indianas. Um deles, com a Biocon Pharma, foca na transferência de tecnologia e na produção de tratamentos para doenças raras, câncer e terapias imunossupressoras.
O outro acordo, com a Lupin, trata do desenvolvimento conjunto e da produção local de medicamentos para doenças infecciosas negligenciadas, como tuberculose, malária, esquistossomose, hanseníase e doença de Chagas.
Essas iniciativas, conduzidas pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), reforçam o Complexo Econômico-Industrial da Saúde, buscando soluções inovadoras e acessíveis para o SUS.
