Brasil e Índia selam acordo estratégico por minerais críticos! 🇧🇷🤝🇮🇳 Em busca de alternativas à China e EUA, o Brasil formaliza memorando. Saiba mais!
Em 21 de fevereiro de 2026, o presidente do Brasil, em uma visita de estado à Índia, formalizou um memorando de entendimento sobre minerais críticos. Este acordo, o primeiro dessa natureza assinado pelo Brasil, ocorre em um momento de intensa disputa global pelo acesso a esses recursos, com os Estados Unidos e a China buscando consolidar seu controle sobre as maiores reservas do mundo, que se encontram em solo brasileiro.
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O memorando, que não envolve exportação, investimentos ou definição de cotas de produção, estabelece um processo de cooperação técnica e científica, focando na troca de experiências sobre o desenvolvimento das cadeias de minerais críticos de cada país.
O acordo com a Índia surge em meio a uma complexa disputa geopolítica. Os Estados Unidos, liderados por Donald Trump, têm intensificado seus esforços para reduzir a dependência global da China em relação aos minerais críticos. Em fevereiro de 2026, o vice-presidente americano, JD Vance, anunciou a formação de um bloco de 54 países com o objetivo de coordenar as cadeias produtivas e compartilhar informações estratégicas sobre as reservas.
Apesar de ter enviado um diplomata de escalão baixo para acompanhar as discussões, o Brasil optou por não aderir à iniciativa, considerando que ela impunha “amarras” e previa a cooperação para mapear as reservas e compartilhá-las com os EUA – um modelo que limitaria o Brasil a um papel de fornecedor bruto.
Diante dessa dinâmica, o Brasil busca a Índia como uma alternativa estratégica. O país indiano também possui reservas relevantes de minerais críticos, mas sua capacidade de processamento é limitada, e ele investe para ampliar sua base tecnológica.
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Em 2025, o governo indiano lançou um plano nacional de US$ 2 bilhões para garantir fontes de minerais críticos e criar sete centros de excelência em mineração. O acordo com a Índia permite ao Brasil ganhar tempo e desenvolver uma política industrial própria antes de assumir compromissos comerciais mais amplos. “O país precisa estruturar sua cadeia antes de negociar uma posição subordinada”, afirma o advogado Luiz Fernando Visconti, especializado em mineração.
O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras-raras, atrás apenas da China, e lidera o mundo na produção de nióbio. Esses minerais são fundamentais para baterias, chips, turbinas e equipamentos militares – a base da transição energética e da indústria de defesa.
Apesar do seu potencial, a produção efetiva de minerais críticos está em estágio inicial. O Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), criado em 2022, e presidido por Alexandre Silveira, será responsável por supervisionar o Plano Nacional de Mineração 2025-2050.
O Instituto Brasileiro de Mineração defende que o país mantenha diálogo com todas as nações para ampliar investimentos e fortalecer a cadeia produtiva. O país estima um pipeline de R$ 100 bilhões em projetos de minerais críticos até 2029, com a maior parte dos recursos vindo do exterior.
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