Tarifas americanas: crise para negócios brasileiros! 70% dos empresários apontam EUA como principal obstáculo. Saiba mais!
As tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre importações brasileiras representam o principal desafio para 70% dos empresários brasileiros, de acordo com uma pesquisa recente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil. A pesquisa, conduzida entre 17 de dezembro e 13 de janeiro de 2026, foi divulgada nesta sexta-feira (30 de janeiro) durante o lançamento do “Plano de Voo 2026” na B3 (Bolsa de Valores) em São Paulo.
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Apesar de alguns avanços no final do ano passado, com a eliminação ou redução de tarifas para produtos brasileiros, especialmente no setor agropecuário, mais da metade das exportações brasileiras ainda estão sujeitas a sobretaxas para acessar o mercado americano.
Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, destacou que a relação com os Estados Unidos deve ser a principal prioridade externa para o próximo governo brasileiro (2027-2030), conforme desejam 53% dos líderes empresariais, tanto no âmbito político quanto comercial.
Além da relação com os EUA, outras prioridades mencionadas incluem a atração de investimentos estrangeiros (46% dos empresários) e a negociação de novos acordos comerciais (44%). O acesso a mercados com redução de barreiras às exportações também foi citado por 35% dos gestores.
A pesquisa identificou uma série de desafios enfrentados pelos empresários brasileiros, como a taxa de câmbio (33%), barreiras não tarifárias (29%), escala/competitividade (25%), concorrência no mercado norte-americano (22%), conhecimento do mercado norte-americano (20%).
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Apesar do cenário desafiador, 43% dos empresários consideram a relação Brasil-EUA como “desafiadora” ou “muito desafiadora”, enquanto 38% a classificam como neutra e apenas 16% a veem como favorável. A pesquisa da Amcham delineia uma agenda empresarial com foco na redução de barreiras comerciais (58%), na redução de tarifas e ampliação do acesso a mercados (55%), no combate ao crime organizado transnacional (42%), em parcerias em investimentos (42%) e na exploração de minerais críticos e terras raras (36%), além de um acordo para evitar a dupla tributação (35%).
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